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MPF denuncia 14 pessoas por fraude e sonegação

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Cinco meses após a deflagração da ‘Operação I-Licitação’ pela Polícia Federal, o Ministério Público Federal (MPF), em Campina Grande, denunciou ontem o comerciante Marcos Tadeu Silva e mais 13 pessoas como supostos integrantes de uma organização criminosa que planejou um sistema delituoso para fraudar licitações e sonegar tributos. Segundo a denúncia, o material probatório colhido com a operação revelariam que as supostas “empresas fantasmas” de Marcos Tadeu Silva teriam participado, no período de 2003 a 2008, de pelo menos 306 licitações em 40 municípios do Estado, dentre eles, Riacho de Santo Antônio.

Também foram denunciados Edjane Batista da Silva, Janaína Teixeira Florentino, Janaína Silva de Sousa, Martha Lúcia de Melo Farias, Jefferson José Costa de Sousa, Paulo Ferreira da Silva, José Rosendo Luís de Oliveira, Zeomax Bezerra, Carlos Antônio Cavalcanti de Albuquerque, Wellington José Barros Benício, Dvaildo Casado Filho, Joseneide Maciel Farias e Marcos Tadeu Silva Júnior.

A denúncia foi assinada pelos procuradores da República Sérgio Rodrigo Pimentel de Castro Pinto, Victor Carvalho Veggi, Marcos Alexandre Wanderley de Queiroga e Acácia Soares Peixoto Suassuna. A Ação Penal Pública tramita na 6ª Vara Federal. O juiz Francisco Eduardo Guimarães decretou segredo de Justiça no processo.

Durante a operação, foram executados 12 mandados de prisão temporária e 20 mandados de busca e apreensão. A prisão do grupo aconteceu nas cidades de Campina Grande, João Pessoa e Esperança, após minuciosa investigação da Polícia Federal que teve início há mais de quatro anos. As empresas de fachada identificadas foram as Construtora Mavil Ltda., Construtora Ipanema Ltda., América Construções e Serviços Ltda., Construtora Concreto Ltda., Construtora Esplanada Ltda., Construtora Somar Ltda., Construtora Planalto Ltda., Águia Dourada Engenharia Ltda., Campina Representação e Comércio Ltda., Ultra-Max Serviços Ltda. e Campina Material de Construção Ltda. Segundo o Ministério Público Federal, as três primeiras faturaram juntas só em 2006 a quantia de R$ 9,5 milhões.

De acordo com o MPF, o suposto líder da organização criminosa, Marcos Tadeu Silva, e os demais integrantes, foram denunciados por diversos crimes, entre os quais formação de quadrilha, falsidade ideológica, falsificação de documento público e lavagem de dinheiro, podendo alguns deles virem a ser condenados a cumprir pena que ultrapassa os dez anos. A denúncia foi assinada pelos procuradores da República Sérgio Rodrigo Pimentel de Castro Pinto, Victor Carvalho Veggi, Marcos Alexandre Wanderley de Queiroga e Acácia Soares Peixoto Suassuna. Conforme o MPF, as investigações do caso não cessarão, tendo em vista que outros fatos delituosos perpetrados pelos integrantes da organização criminosa, também com o intuito de fraudar as licitações, serão investigados por meio de novos inquéritos policiais, cada um deles correspondente aos ilícitos ocorridos em um determinado município.
 

Jornal da Paraíba

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