Por pbagora.com.br

A novela da dança das cadeiras por força judicial na cidade portuária de Cabedelo, região metropolitana de João Pessoa, ganhou mais um capítulo.

Após a prisão do prefeito e de outros cinco vereadores, além do afastamento do vice-prefeito do cargo e de outros quatro parlamentares, agora, quando tudo caminhava para a normalidade, uma entidade do município ingressou no Ministério Público com um pedido de anulação da eleição da nova Mesa Diretora, que foi eleita na tarde de ontem, quarta-feira (04).

O MPPB deve analisar a nova composição. O órgão instaurou um procedimento para que em 72h a ata da sessão, na qual os novos componentes foram escolhidos, seja entregue.

O documento será analisado em até 5 dias após a entrega.

Se houver alguma irregularidade, após a análise dos documentos, o Ministério Público deve ingressar, em juízo, o pedido de anulação e a convocação para a formação de uma segunda nova Mesa Diretora.

O teor do pedido para justificar a anulação não foi divulgado.

Ainda na tarde de ontem, durante a eleição, fotos do presidente da Câmara eleito, vereador Vitor Hugo (PRP), que já tomou posse como prefeito interino da cidade, viralizaram nas redes sociais, justamente por ele aparececer amarrando o cadarço do tênis do prefeito afastado, Leto Viana, durante uma partida esportiva.

MP NÃO É AUTOR DO PEDIDO

Em nota divulgada à imprensa, o MP informou que não é autor do pedido da anulação da eleição, conforme publicado pela reportagem do portal PB Agora.

NOTA 

O Ministério Público da Paraíba esclarece que não pediu a anulação da eleição para mesa diretora da Câmara Municipal de Vereadores, em Cabedelo.

Na realidade, a Promotoria de Justiça de Cabedelo recebeu, ontem, uma representação alegando que teria havido vício no processo legislativo realizado na Câmara.

Diante disso, o promotor de Justiça Ronaldo Guerra instaurou procedimento administrativo pra apurar as alegações e solicitou o envio, no prazo de 72 horas, da ata da eleição da mesa diretora e da relação dos suplentes que assumiram.

Após receber esse documento, a promotoria vai analisar o caso pra verificar se realmente houve vicio no processo legislativo.

 

Márcia Dias

PB Agora

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