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MP aponta atendimento insuficiente da PM em Campina Grande

 O Ministério Público da Paraíba (MP-PB) divulgou nesta sexta-feira (13) o resultado de uma inspeção realizada esta semana na sede da Polícia Militar em Campina Grande, onde estão abrigados o 2º e o 10º batalhões. Segundo levantamento do promotor Marcus Antonius Leite, do Núcleo de Controle Externo da Atividade Policial (NCAP), o atendimento da cidade e ainda de Lagoa Seca, Boa Vista e Massaranduba está prejudicado porque apenas dois policiais fazem o atendimento às vítimas no 190.

O Comando Regional 1 é composto pelos dois batalhões e tem efetivo superior a 700 policiais. “São quatro atendentes e estamos dentro das regras, mas havia uma pessoa em dispensa médica no dia da visita. Não acontece congestionamento por causa disso, dependendo do horário pode até haver, mas além dessas quatro há os atendentes dos bombeiros”, disse o comandante do CPR1, coronel Marcos Sobreira.

A inspeção do MP quis avaliar as instalações e efetivo, além de infraestrutura e funcionalidade do Centro Integrado de Operação Policial (CIOP), setor encarregado de receber a comunicação externa que chega à corporação.

Segundo a promotoria, são apenas quatro atendentes para monitorar toda a área jurisdicionada engloba Campina Grande, Lagoa Seca, Boa Vista e Massaranduba, sendo dois destes atendentes operadores exclusivos do 2º Batalhão de Bombeiro Militar, com atribuições apenas dessa unidade de busca e salvamento.

O levantamento feito pelo promotor Marcus Leite constatou ainda que as viaturas não possuem GPS, o que impede ao CIOP a obtenção da precisa localização dos policiais acionados para uma ocorrência. Outra observação é de que o prédio é dividido para abrigar também o 10º Batalhão da PM que, de acordo com o MP, deveria ser sediado na cidade de Esperança.

“Com dois policiais apenas para o atendimento do CIOP, fica comprovado o porquê do congestionamento das ligações para o 190 quando o cidadão necessita. A presença do 10º Batalhão dentro de Campina Grande é outro absurdo. Se tiver uma ocorrência defronte ao prédio eles não podem, sequer, fazer uma averiguação, simplesmente por não serem destacados em Campina Grande. Isso precisa urgentemente ser corrigido”, avaliou o promotor.

Redação com G1

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