Pelo menos 23 pessoas deram entrada no Hospital de Trauma de Campina Grande, localizado na cidade onde acontece o Maior São João do Mundo, desde o início do mês junino, vítimas de queimaduras provocadas por fogos de artifício e também por fogueiras. O número é o mesmo do ano passado, relativo ao mesmo período.
Os números aumentaram na véspera e no dia de São João, realizado ontem, quando mais de dez pessoas foram atendidas devido a queimaduras pelo corpo.
As vítimas são adultos e também crianças de várias cidades próximas a Campina Grande.
O pescador Abelardo Alves, 54 anos, da cidade de Aroeiras, por exemplo, ficou ferido depois que uma bomba explodiu na mão dele.
“Eu tinha soltado duas bombas e fui soltar outra. Aí a outra estourou na minha mão”, disse ele.
Já Francisco Clemente nunca havia soltado fogos de artifício até a noite desta quinta-feira (23), quando um foguetão explodiu na mão direita e decepou parte de um dedo dele. “Todo mundo na folia lá, brincando, chegou a hora dos fogos, de repente fomos soltar lá aconteceu isso”, disse Francisco Clemente.
Na manhã de ontem, sexta-feira (24), Daniel Ferreira precisou levar o filho Guilherme para o hospital, depois que a criança de 2 anos caiu por cima das brasas de uma fogueira. “Ele tropeçou em um tijolo e caiu. A sorte é que ele ainda estava com um blusão. Aí minha filha levantou ele rápido, porque se tivesse demorado mais tinha acontecido coisa pior”, disse o pai.
A coordenadora da ala de queimados do Hospital de Trauma de Campina Grande, Xênia Queiroz, disse que a principal dica é manter sempre a vigilância. “A nossa campanha é de prevenção e o que a gente orienta é sempre isso”, disse ela.
Lei Municipal
Em Campina Grande, uma lei municipal proíbe acender fogueiras em asfalto e em até 200 metros de distância de qualquer estabelecimento público ou privado de uso coletivo, como hospitais, clínicas, aeroporto e locais de atendimento a pessoas.
As informações são do portal G1 Paraíba.
No início do mês o Trauma lançou uma campanha de prevenção justamente para tentar diminuir o número de queimados na unidades, que sempre aumenta no período junino
Redação
