No dia que marca a luta contra a tuberculose no mundo inteiro, o Governo do Estado, por intermédio de sua Secretaria da Saúde, anuncia a retomada e conclusão das obras da maior referência no tratamento da doença. O governador José Maranhão garantiu que sua administração concluirá as obras e fará o reequipamento do Complexo Hospitalar Clementino Fraga, contemplando a unidade com a sua primeira UTI.

Um investimento superior a R$ 4 milhões será realizado para dotar o hospital de infra-estrutura necessária para a prestação serviço junto aos portadores de doenças infecto-contagiosas na Paraíba. O Clementino Fraga é mais uma obra considerada prioritária no projeto de reconstrução do sistema de saúde da Paraíba.

O secretário José Maria de França revelou a disposição de dotar o hospital de um moderno centro de imagens, o que propiciará melhor qualidade no diagnóstico de exames. “Vamos concluir essa obra que passou seis anos a passos de tartaruga, dando a esse hospital uma capacidade de atendimento muito melhor com a oferta de novos e o aperfeiçoamento de serviços já disponibilizados aos usuários do Sistema Único de Saúde, especialmente os portadores de HIV/Aids, Tuberculose e Hanseníase”, adiantou o gestor.

De um prédio antigo que data da década de 1950, com a retomada das obras por parte do Governo do Estado, o Hospital Clementino Fraga saltará dos atuais 60 para 154 leitos, divididos entre os pacientes de tuberculose, hanseníase e HIV/Aids.

A retomada das obras e o reequipamento do Complexo Hospitalar Clementino Fraga integram o projeto de reconstrução do sistema de saúde da Paraíba coordenado pelo governador José Maranhão que prevê, dentre outras coisas, na conclusão e restauração de 30 hospitais espalhados pelo estado.

Tuberculose
Relatório do Ministério da Saúde aponta queda de 24,4% na incidência e 31% nas mortes por tuberculose no país em sete anos. O balanço, fechado com dados de 2007 que foram divulgados hoje, confirma essa tendência. No último ano, foram registrados 72 mil novos casos, com uma média nacional de 38,2 casos por 100 mil habitantes. O levantamento também aponta 4,5 mil mortes em decorrência da doença.

A Paraíba apresentou uma redução na quantidade de casos de tuberculose em 22,7% em sete anos. Em 2000, o Estado teve 1.336 notificações e em 2007 foram 1.032 registros entre janeiro e dezembro, segundo levantamento do Ministério da Saúde feito até o ano de 2007.

INCIDÊNCIA – No Brasil, 70% dos casos estão concentrados em 315 dos 5.565 municípios. As maiores incidências estão nos estados do Rio de Janeiro (73,27 por 100 mil), Amazonas (67,60), Pernambuco (47,79), Pará (45,69) e Ceará (42,12). A região Centro-Oeste é a que apresenta a menor taxa do país – em Goiás, são 9,57 por 100 mil habitantes. No Distrito Federal, 12,09 por 100 mil.

Foram registrados 72 mil novos casos de tuberculose em 2007, com uma média nacional de 38,2 por 100 mil habitantes. Além disso, 4,5 mil pessoas morreram em decorrência da doença. Do total de casos, 70% estão concentrados em 315 dos 5.565 municípios. As maiores incidências estão nos estados do Rio de Janeiro (73,27 por 100 mil), Amazonas (67,60), Pernambuco (47,79), Pará (45,69) e Ceará (42,12). A região Centro-Oeste é a que apresenta a menor taxa do país – em Goiás, são 9,57 por 100 mil habitantes. No Distrito Federal, 12,09.

A incidência entre os homens (cerca de 50 por 100 mil) é o dobro do que entre as mulheres. O maior número de casos se concentra na faixa etária de 20 a 39 anos. Já as populações mais vulneráveis são as indígenas (incidência quatro vezes maior do que a média nacional); portadores de HIV (30 vezes maior); presidiários (40 vezes maior); e moradores de rua (60 vezes maior). No entanto, há ocorrências em todos os segmentos da sociedade, independente da renda ou da escolaridade.

O que é a tuberculose?
• Uma doença causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis que afeta vários órgãos do corpo, mas principalmente os pulmões.

• É transmitido pelo ar, quando o paciente tosse, fala ou espirra.

• Os principais sintomas são tosse prolongada, cansaço, emagrecimento, febre e sudorese noturna

• Uma pessoa infectada não se sente doente e não transmite a bactéria, mas pode desenvolver a doença no futuro.

• A TB estava em declínio na grande maioria dos países até a década de 80, quando houve um aumento da doença no mundo inteiro, associado ao surgimento do vírus aids que deixa as pessoas mais suscetíveis à TB.

• O tratamento disponível hoje é o mesmo há quase 40 anos, embora ainda eficaz e custo-efetivo, são poucas as pesquisam sobre novas drogas;

• O diagnóstico laboratorial é o mesmo há mais de 100 anos; Os novos testes são caros e pouco disponíveis para utilização em países desenvolvidos com alta carga da doença;

• A vacina BCG, disponível há mais de 80 anos, só é eficaz para prevenir as formas mais graves da doença, especialmente em crianças; não mostra impacto no controle da epidemia.

Vários fatores favorecem a disseminação do bacilo e dificultam o controle da doença, como:

• A epidemia do HIV/aids;

• A aglomeração urbana;

• A desigualdade social, com o aumento de bolsões de pobreza ao redor das grandes metrópoles;

• O tratamento longo (no mínimo 6 meses), com alguns efeitos colaterais e o conseqüente abandono do tratamento que contribui para o surgimento da tuberculose multirresistente, fenômeno que emerge em todo o mundo.

SECOM

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