Sol quente, pouco pasto para o gado e racionamento de água. A seca continua sendo um drama para muitos nordestinos acostumados com as crises climáticas. Com 45 açudes em situação crítica, moradores de 41 cidades paraibanas enfrentam o racionamento de água. A medida afeta cidades de diferentes regiões do estado e foi adotada para garantir o abastecimento diante da redução dos volumes disponíveis nos mananciais.
O racionamento foi confirmado pela Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), que informou que o planejamento do fornecimento considera a situação específica de cada sistema, com base no nível dos reservatórios e na vazão retirada diariamente.
O racionamento de água é adotado como medida preventiva quando a disponibilidade hídrica não é suficiente para atender a toda a população de forma contínua. Nessas condições, a Cagepa começa a distribuir água por horários ou dias específicos, para evitar o esgotamento total dos reservatórios.
A Cagepa informou que faz um balanço hídrico de cada açude para aferir a capacidade de operação deles. Isso com base no que há de reserva em cada manancial em que a Cagepa opera e na vazão que é retirada. A Companhia disse que “planeja suas ações individualmente, de acordo com a previsão e histórico pluviométrico da região”.
Segundo a companhia, as ações são definidas de forma individualizada, levando em conta o histórico de chuvas e a previsão pluviométrica das regiões atendidas.
A Paraíba registrou um aumento de 60% no número de reservatórios em situação crítica em um ano. Segundo a Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa), cerca de 100 dos 132 açudes monitorados no estado operam com menos da metade da capacidade.
Ainda de acordo com a Aesa, 46 reservatórios estão em situação considerada crítica. Em contrapartida, apenas dois açudes estão sangrando, enquanto outros 12 apresentam volumes dentro da normalidade.
SL
PB Agora








