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Mais de 13 mil pessoas prestigiam a última noite da Paixão de Cristo

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 Neste domingo (20) mais de 13 mil pessoas foram ao Ponto de Cem Réis, para prestigiar as duas sessões do último dia de apresentação do espetáculo ‘Paixão, segundo Antônio Conselheiro’, promovida pela Prefeitura Municipal de João Pessoa. A encenação conta, sob a ótica de Antônio Conselheiro, toda a trajetória de Jesus Cristo, desde a anunciação até a sua morte e ressurreição.

 

Para a diretora de Artes Cênicas da Funjope, Kaline Britto, essa é uma experiência muito marcante para os 120 atores do elenco, já que o espetáculo proporciona o contato com uma plateia grandiosa, além de ser encenado ao ar livre, o que é bastante diferente para quem está acostumado a estrutura dos teatros. Kaline conta que o público que acompanha a Paixão de Cristo é muito fiel e por isso, a apresentação se consolidou no calendário cultural da cidade.

 

Essa consolidação também pode ser traduzida em números. Enquanto ‘A Paixão de Cristo de Nova Jerusalém’, por exemplo, uma das mais tradicionais do Brasil e encenada desde 1951, atrai uma média de dez mil por noite, em João Pessoa, o público já ultrapassou a marca das 6 mil pessoas por apresentação. “Isso no meio de uma praça. Esse público é o mais sincero”, frisa Kaline.

 

Esse ano, o espetáculo contou a história de uma forma diferente e conseguiu harmonizar elementos distintos, como seca, luta entre classes sociais, culturas tribais e cultura popular. Além disso, a encenação deu um enfoque importante na representação feminina. “O texto traz a história contada por Maria, fala sobre a dor das mães e isso tem um apelo muito forte. Ouvi comentários muito positivos”, detalha o diretor Roberto Cartaxo.

 

O público parece concordar com Cartaxo quanto ao impacto dramático do depoimento de Maria, a mãe de Jesus, na hora de contar a história. “Emocionei-me muito com Maria. Foi lindo. A cena da ressurreição também. É uma parte que traz uma alegria enorme para gente”, revela a camareira Maria Celina da Silva, que confessa assistir ao espetáculo todos os anos e diz já ter inclusive trabalhado em outras edições.

 

Um dos três atores que se revezaram no papel de Jesus, Horieby Ribeiro, concorda que a história de Jesus Cristo, mesmo já sendo conhecida pela maioria, sempre emociona a quem assiste. Para ele, um dos momentos mais dramáticos e que leva o público as lágrimas, é o da crucificação. “Essa parte do espetáculo tem um impacto muito grande, precisa de um grande trabalho de concentração, mesmo para quem já tem mais experiência. É muito difícil”, conta o ator que já interpretou Jesus por 12 vezes em 30 anos de carreira.

 

Para Horieby, esse tipo de espetáculo tem dois méritos fundamentais. O primeiro é o seu papel decisivo na formação de público, pois atrai pessoas que nunca foram a um teatro. O outro mérito é dar visibilidade aos atores, inclusive os que estão em início de carreira.

 


Secom JP

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