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Máfia do Supletivo é desarticulada em JP

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A Secretaria de Educação do Estado, o Ministério Público da Paraíba e a Polícia Militar desarticularam ontem, domingo (16), uma máfia do supletivo, com a prisão por estelionato de duas pessoas responsáveis pelos Colégios Genius e Getúlio Vargas, em João Pessoa. O caso vinha sendo denunciado pelas Secretarias de Educação de outros estados, que perceberam um derrame de certificados de conclusão de ensino médio para alunos que não conseguiam aprovação em seus estados. Os Colégios aplicavam as provas do Supletivo sem a devida autorização da Secretaria da Educação e sem o reconhecimento do Ministério da Educação.

As escolas cobravam R$ 25,00 por disciplina, que multiplicado por 12, dava um total de R$ 300,00 por aluno. As provas eram realizadas mensalmente e atraiam, principalmente, estudantes de outros estados que não conseguiam passar no ensino médio. O assessor da Secretaria de Educação, Bruno Richele, a promotora de Justiça da Educação de João Pessoa, Fabiana Maria Lobo, e policiais militares fizeram um flagrante na Escola Master do Bessa, que pertence aos mesmos donos do Colégio Genius, e no Colégio Getúlio Vargas, que estavam aplicando as provas do falso supletivo.

De acordo com a promotora de Justiça da Educação, Fabiana Maria Lobo, o caso foi denunciado pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte à Secretaria da Educação da Paraíba. “No flagrante feito no Colégio Master do Bessa, pudemos constatar a existência de vários ônibus vindos de outros estados. Conversei com um aluno de Serra Talhada, Pernambuco, e ele relatou ter gasto mais de R$ 500,00 e ficou preocupado porque pensou que as provas do supletivo eram legais. Foram apreendidas as provas e duas pessoas foram presas”, relatou a promotora Fabiana Lobo, que foi acionada pelo secretário de Educação do Estado para participar do flagrante.

A promotora contou que o Estado da Paraíba já estava conhecido pela máfia do supletivo. As pessoas envolvidas na máfia que foram presas foram levadas para prestar depoimento na Delegacia. O inquérito deverá ser encaminhado para o Ministério Público da Paraíba, no entanto o caso deverá ser investigado por uma Promotoria Criminal, sendo explicou Fabiana Lobo.

 

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