Justiça autoriza licença de habitação de prédio construído acima da altura permitida na orla de JP

PUBLICIDADE

Licença concedida para habitação de prédio construído acima da altura permitida na orla da Capital paraibana. A Justiça da Paraíba determinou que a prefeitura de João Pessoa deverá conceder a licença de habitação (habite-se) a um prédio, que foi construído na orla da capital com altura acima do limite permitido. A decisão é da juíza Luciana Celler, da 4ª Vara da Fazenda Pública da Capital, que concedeu a liminar na última quinta-feira (22) e dá prazo de 72 horas para cumprimento.

A juíza Luciana Celler justificou a decisão afirmando que a expedição do alvará de construção é ato administrativo que goza de presunção de veracidade e legitimidade, além do fato de que a prefeitura permitiu a conclusão da obra sem embargo.

Na decisão, a magistrada também afirmou que, caso seja confirmado que a licença foi concedida indevidamente pelo servidor, o município deve utilizar os meios disponíveis para revogar as licenças e/ou iniciar uma ação demolitória.

“Entendo que a parte autora não pode ser surpreendida com a negativa de licença de habitação (habite-se) do empreendimento Way, pois concluiu a obra de acordo com o alvará de construção concedido”, justifica a magistrada.

A juíza também destacou o prejuízo financeiro, considerando que se as chaves dos imóveis não forem entregues no prazo estipulado, haverá uma indenização de 1% por cada mês de atraso a favor dos adquirentes, além do dano à imagem da construtora.

A empresa Construtora Cobran (Brascon) alegou na ação que o empreendimento Way está pronto desde o fim de dezembro, restante apenas a entrega das chaves dos imóveis, e que, há 60 dias, a Diretoria de Controle Urbano da Secretaria de Planejamento de João Pessoa tem se negado a fornecer o habite-se.

De acordo com a construtora, a obra somente foi construída em razão da concessão de alvará de construção expedido pelo próprio município.

Nos autos do processo, a prefeitura alega que não concedeu o habite-se porque o alvará de construção expedido pelo responsável pela Diretoria de Controle Urbano em 02 de dezembro de 2019, mesmo após constatada uma altura superior à permitida.

A prefeitura de João Pessoa também informou que o Ministério Público instaurou inquéritos para apurar a construção de prédios na orla com altura superior ao permitido, como seria o caso do empreendimento Way. De acordo com a gestão, ficou acordado, em janeiro deste ano, que o Município não poderá liberar o habite-se dos prédios, sob pena de crime de responsabilidade.

Redação

Últimas notícias

FARMÁCIA CAMPINA: Prefeitura inicia reordenamento da Assistência Farmacêutica para garantir mais eficiência, segurança e acesso à população de Campina Grande

Secretaria de Saúde implanta novo modelo com 46 farmácias de referência, mantendo Campina Grande com…

10 de abril de 2026

“As portas estão abertas”, diz João Azevêdo ao comentar possível aproximação de Ruy com grupo de Lucas Ribeiro

O ex-governador da Paraíba, João Azevêdo (PSB), comentou a possível aproximação do deputado federal Ruy…

10 de abril de 2026

Neto Nepomuceno assume chefia de gabinete do governador Lucas Ribeiro

No final da tarde desta sexta-feira (10), o governador Lucas Ribeiro usou seu perfil nas…

10 de abril de 2026

“Presidente está focado em governar, não em pedir voto”, diz ministro sobre orientação de Lula na PB

O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva…

10 de abril de 2026

Após boatos de cancelamento, PT confirma encontro, neste sábado, que deve selar apoio a Lucas

A presidente estadual do Partido dos Trabalhadores (PT) na Paraíba, Cida Ramos, confirmou a realização…

10 de abril de 2026

Tarcísio Jardim confirma articulação com Aguinaldo para assumir vaga de Jane Panta na ALPB

O vereador de João Pessoa Tarcísio Jardim (PP) revelou, em entrevista nesta quinta-feira (09), que…

10 de abril de 2026