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Juliano Moreira inaugura serviço para evitar internações prolongadas dos usuários

O Complexo Psiquiátrico Juliano Moreira, que integra a rede hospitalar do Estado, inaugurou na tarde dessa quinta-feira (29) um novo serviço voltado para a ressocialização do usuário. O Espaço de Atenção a Crise, que funcionará 24 horas por dia, foi inaugurado com a presença da direção do Complexo Psiquiátrico e funcionários.

O novo serviço conta com uma enfermaria anexa ao Pronto Atendimento em Saúde Mental do Juliano Moreira. O espaço tem 18 leitos (nove masculinos e nove femininos) e conta com uma equipe multiprofissional, entre médicos, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais, de forma a acolher a demandas de usuários psicóticos e neuróticos graves.

O chefe do Núcleo de Ações Estratégicas do Juliano Moreira, Madson Medeiros, explicou que o Espaço surge da necessidade de se evitar internações prolongadas e, assim, favorecer o retorno à sociedade. “É importante ressaltar que, ao longo de poucos mais de dois anos de gestão, o Complexo Psiquiátrico Juliano Moreira vem mudando seu perfil assistencial”, destacou.

Ele disse que o hospital também aumentou a oferta de consultas ambulatoriais, implantou as Práticas Integrativas e Complementares através da Upis (Unidade de Práticas Integrativas), organizou a atenção à dependência química com enfermarias masculinas e femininas, além de ter fortalecido o diálogo com a sociedade civil e instituições de ensino, destacando a participação na Semana Estadual da Luta Antimanicomial e outros eventos.

Segundo a diretora geral do Juliano Moreira, Ana Tereza Medeiros, o Espaço de Atenção a Crise representa um avanço em relação à reforma psiquiátrica no Estado. “Estamos exatamente transformando leitos de longa duração em leitos de curta duração. Com isso, a gente fortalece a reinserção social, pois o paciente pode não necessariamente ingressar no que é a doença mental. Ele tem a chance de depois de feita uma avaliação, ser encaminhado para um Centro de Atenção Psicossocial (Caps), que é outro serviço substitutivo da rede, ou mesmo voltar pra casa e ser acompanhado por um serviço do PSF. Então estamos buscando uma oportunidade de não internar, que é o que preconiza a reforma psiquiátrica”, explicou.

 



Secom

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