Juiz bloqueia R$ 116 milhões em patrimônio do Padre Egídio por desvios no hospital Padre Zé

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O magistrado José Guedes Cavalcanti, atuando na Quarta Vara Criminal de João Pessoa, determinou a indisponibilidade de mais de R$ 116 milhões em bens pertencentes ao padre Egídio de Carvalho.

O religioso está sob custódia por suspeita de desvio de recursos do Hospital Padre Zé.

A notícia foi divulgada pelo jornalista Clilson Júnior no programa Arapuan Verdade, veiculado pela Arapuan FM, na tarde desta segunda-feira (18).

A PRISÃO

O Padre Egídio Carvalho Neto, protagonista do escândalo de corrupção do Hospital Padre Zé, na Paraíba, foi preso dia dia 17 de novembro.

Além do Padre Egídio, foram expedidos mandados de prisão para a ex-tesoureira da instituição Amanda Duarte e a ex-diretora administrativa Jannyne Dantas. Estas foram presas em João Pessoa. O Padre foi preso em Recife, mas, foi recambiado para a capital paraibana.

Estima-se que a corrupção no Hospital, que é a principal instituição de caridade da Paraíba, tenha atingido cerca de 140 milhões de reais., Ao ordenar a prisão do ex-diretor, o desembargador Ricardo Vital considerou que o padre havia desviado recursos para construir sua própria fortuna.

O Padre Egídio vinha sendo investigado desde o primeiro momento da chamada Operação Indignus. Contra ele se avolumaram indícios robustos e um primeiro pedido de prisão já havia sido negado pelo juiz da 4ª Vara Criminal de João Pessoa. O Gaeco/MPF da Paraíba recorreu, obtendo a decisão favorável, que desembocou três prisões.

O ESCANDALO

O Hospital Padre Zé, mais importante instituição de caridade da Paraíba, foi engolido por um escândalo de corrupção que se arrasta sem previsão de desfecho pelas autoridades judiciárias e policiais.

A Operação Indignus, deflagrada pela Polícia Federal em 5 de outubro, a pedido do Ministério Público da Paraíba, levantou um volume tão comprometedor de indícios que o MPPB pediu à Justiça a prisão, entre outros, do principal denunciado, o padre Egídio, que presidia a instituição durante o período das fraudes apontadas.

Confrontado com a afirmação de que a Fundação Padre Pio, dirigida por ele, teria recebido 200 mil reais do Hospital Padre Zé, dinheiro proveniente de emenda parlamentar de 2018 do então senador José Maranhão (MDB-PB), o padre George reagiu, em 8 de novembro, com nota explicativa, na qual afirma que à sua Fundação foi repassado apenas “o valor de R$ 20 mil, não se sabendo o destino dado aos R$ 180 mil restantes e nunca repassados”.

A indignação com a corrupção escancarada desencoraja a disposição dos paraibanos para a caridade que sempre supriu as necessidades do hospital, fundado e mantido pela obstinação do Padre Zé. Lá pela década de 1960, ele, levado em uma cadeira de rodas, batia com a bengala e estendia a mão (como bem foi retratado no filme “Padre Zé estende a mão”, de Jurandy Moura), pedindo esmolas para acudir os pobres do seu instituto.

O Hospital Padre Zé recebe dinheiro de emendas parlamentares e outras verbas dos poderes públicos, mas nunca pôde prescindir da filantropia e das pequenas doações de milhares de pessoas humildes. Para que essa devoção não seja devorada pela descrença, urge um desfecho para o escândalo, com revelação de toda a verdade e a punição dos culpados

 

 

Redação

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