Um abaixo-assinado com mais de duas mil assinaturas foi encaminhado ao Ministério Público, pedindo o cancelamento da festa de aniversário da Rádio Itabaiana, do Sistema Correio de Comunicação, que seria realizada em frente à Igreja Matriz. Os moradores consideraram que a festa, por ser privada e exigir o uso de cercas, atentava contra o direito de ir e vir das pessoas. A festa continua datada para o dia 3 de agosto, mas será realizada no campo de futebol, na periferia da cidade.
Foi a primeira vez que esse tipo de protesto aconteceu na cidade e todos se surpreenderam com a mobilização popular. Para alguns líderes do movimento, foi importante não dar um caráter político ao protesto. “Não estamos contra a rádio nem contra os organizadores das festividades, mas foi preciso dar um basta nesse abuso de pessoas de fora chegarem em Itabaiana, cercarem nossas casas e ganharem dinheiro que será investido em outras praças”, disse um dos que elaboraram o documento. “Vencemos com a força do povo”, comemorou Roberto Fequine, morador da cidade. Rodrigo, outro morador, declarou que “o centro de Itabaiana já virou uma verdadeira favela, com festa, ou sem festa. Tudo de porcaria de ferro velho que chamam de parque de diversão é colocado no centro de Itabaiana. Estava na hora de dar um basta”.
Outro morador que não quis se identificar criticou a prefeitura por ter concedido a licença para que os organizadores da festa cercassem a principal avenida da cidade. “Isso vai de encontro ao código de postura do Município”, acredita ele.
O professor Valmir Camilo criticou a proposta do movimento, considerando-a mesquinha e provinciana. “Esse povo de Itabaiana gasta com transporte e ingressos para ir a festas fora da cidade, agora ficam feito mendigos brigando para que a festa da rádio seja de graça. Itabaiana tem o que merece”, desabafou. Marlla Henrique foi outra que se manifestou nas redes sociais. Para ela, o povo de Itabaiana é idiota, “faz questão por tudo, porque já houve festas nas mesmas condições e ninguém protestou, agora vêm com essa palhaçada”.
Para a parcela da população que apoia a festa em praça pública, o evento atrai turistas e divulga a cidade, além de movimentar a economia local. Para outros, a maior parcela dos recursos fica com as bandas e os promotores. “Festa na rua, sendo particular, dá prejuízo para o Município e quem paga somos nós, contribuintes”, garante outro morador, lembrando o principal motivo do abaixo-assinado: garantir o direito de ir e vir das pessoas.
Tribuna do Vale
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