Tenho acompanhado, com atenção e preocupação, notícias veiculadas em portais de grande importância internacional, relatando um crescimento alarmante de atos antissemitas no Reino Unido e em outras nações europeias.
A imigração sempre existirá; ninguém poderá impedi-la completamente. Quando realizada de forma legal, organizada e amparada por leis internacionais, ela é legítima inclusive respaldada por princípios bíblicos de acolhimento e hospitalidade. Contudo, o fenômeno migratório precisa estar acompanhado de responsabilidade, integração social e respeito às leis do país anfitrião.
Segundo dados demográficos recentes, a população muçulmana representa aproximadamente 6% a 7% da população total da Europa. No Reino Unido, esse percentual é ainda mais expressivo: cerca de 6,5% da população britânica é muçulmana, o que corresponde a mais de 3,5 milhões de pessoas. Em países como a França e a Alemanha, os percentuais também são significativos, variando entre 6% e 10%, dependendo da metodologia utilizada.
É fundamental ressaltar que a maioria dos muçulmanos que vivem na Europa está integrada à sociedade e contribui positivamente para o desenvolvimento econômico e cultural dos países onde reside. Contudo, relatos recentes indicam que grupos radicais ainda que minoritários têm protagonizado manifestações de hostilidade contra comunidades judaicas, que historicamente já sofreram perseguições profundas no continente europeu.
Os judeus, hoje minoria demográfica na maior parte da Europa, voltam a enfrentar um ambiente de insegurança crescente. Isso é grave. A história europeia carrega cicatrizes que jamais deveriam ser esquecidas, e qualquer sinal de recrudescimento do ódio precisa ser tratado com seriedade institucional.
Diante desse cenário, torna-se indispensável o fortalecimento das leis contra crimes de ódio e discriminação racial ou religiosa, acompanhado da aplicação rigorosa da legislação já existente. Ao mesmo tempo, é necessário investir em políticas públicas que promovam integração social, diálogo inter-religioso e educação para o respeito mútuo. Democracias sólidas também exigem vigilância permanente contra qualquer forma de extremismo seja ele religioso, ideológico ou político preservando os valores fundamentais do Estado de Direito.
Preocupa-me, como observador atento dos acontecimentos globais, a possibilidade de radicalismos ocuparem espaços estratégicos nas estruturas institucionais. Democracias maduras dependem de equilíbrio, responsabilidade e compromisso inegociável com as liberdades civis.
Não se combate discriminação com mais discriminação. Combate-se com lei, justiça e civilidade.
Escrevo estas linhas não movido por animosidade, mas por preocupação legítima com a estabilidade social e a paz entre os povos. Como cidadão brasileiro atento ao cenário internacional, entendo que o debate precisa ser firme, porém responsável, sem generalizações que prejudiquem comunidades inteiras.
Que a Europa, especialmente o Reino Unido, saiba agir com prudência, equilíbrio e coragem institucional.
Elcio Nunes
Cidadão Brasileiro
O vice-governador da Paraíba e pré-candidato à sucessão estadual pelo Progressistas, Lucas Ribeiro, afirmou ontem,…
O prefeito de João Pessoa e pré-candidato ao Governo da Paraíba, Cícero Lucena (MDB), revelou…
O Brasil não vive apenas de samba e de enredos na avenida. O Carnaval projeta…
O prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB), criticou, durante entrevista à imprensa nesta quinta-feira…
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu, nesta quinta-feira (19), um alerta amarelo de acumulado…
O ex-deputado federal Julian Lemos oficializou, ontem, quarta-feira (18), sua filiação ao Partido Socialista Brasileiro…