O pequeno Lucas, de apenas 9 anos, foi diagnosticado com leucemia aos 7, em 2015. De lá para cá sua vida mudou. Por recomendações médicas, o menino teve que parar de estudar e tem recebido aulas da mãe em casa, no município de Cubati, região do Seridó paraibano, entre idas e vindas ao Hospital Napoleão Laureano, em João Pessoa. O Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima que 100 novos casos de câncer em crianças e adolescentes até 19 anos são registrados anualmente no Hospital Napoleão Laureano.
A Secretaria do Estado de Saúde não dispõe de números porque a doença não é de notificação obrigatória. A pausa nos estudos de Lucas teve que acontecer devido à baixa de imunidade causada pelo tratamento quimioterápico. A pediatra Andréa Gadelha, que atende no Hospital Napoleão Laureano, explicou que nessa fase do tratamento, a criança não pode frequentar locais com muitas pessoas, como shoppings, cinemas e mesmo escolas, onde outras crianças podem transmitir diversas doenças ao paciente.
De acordo com Severino Soares da Silva, pai de Lucas, atualmente, após quase dois anos de tratamento, os médicos já liberaram o retorno do menino aos estudos, e ele deve ser matriculado em uma escola no ano que vem. “Estava esperando ele ficar mais forte e também está no meio do semestre, aí vai ser melhor no ano que vem”, disse.
Ele contou que descobriu a doença do filho após perceber que o menino estava pálido, com os lábios muito brancos, e que seu comportamento mudou. “Ele era bem ativo e de repente ficou quieto, sentia dor nas pernas e tinha umas ‘patacas’ roxas”. O tratamento inicial foi mais pesado, e Lucas chegou a ficar cinco dias internado na Unidade de Tratamento Intensivo, em estado grave, há cerca de quatro meses.
“Ele está melhor, acredito que a pior parte já passou”, disse Severino. Ele explicou que atualmente o filho faz um tratamento mais leve com comprimidos e injeções em casa, e só vai ao hospital uma vez ao mês, para fazer exames de acompanhamento e receber os remédios. Leucemia é mais comum. As leucemias agudas são o tipo de câncer mais comum entre crianças e adolescentes, correspondendo a cerca de 30% dos casos, segundo Andréa Gadelha. A incidência é maior em crianças de 1 a 5 anos, mas pode se manifestar até os dez anos de idade.
Redação
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