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Hervázio culpa PMJP por caos na saúde da Capital

DESCASO: Hervázio responsabiliza PMJP pelo caos na saúde pública da Capital

O ex-secretário de Saúde de João Pessoa, vereador Hervázio Bezerra (PSDB), disse que a superlotação nos hospitais de Trauma e Edson Ramalho (ambos pertencentes ao Estado) ocorre porque a Prefeitura da Capital simplesmente fechou o Hospital do Valentina de Figueiredo, desativou os atendimentos no Hospital Santa Isabel (lá apenas funciona o CTI), descredenciou a Clinor, fechou a Maternidade Santa Maria e o Posto de Atendimento Médico da Primavera (PAM), além de ter suspendido o atendimento 24 horas na Policlínica de Mangabeira.

Segundo ele, os prejuízos enfrentados pela população pessoense na área de saúde são causados exclusivamente pelo mau gerenciamento da Prefeitura de João Pessoa. De acordo com Hervázio Bezerra, além da revolta da população, existe a insatisfação da classe médica, que não tem tido condições mínimas de trabalho nas unidades de saúde do Município. 

 

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Superlotação dos setores de urgência e emergência. Esse foi o principal problema encontrado na inspeção feita pelo Ministério Público da Paraíba, através da Promotoria da Saúde de João Pessoa, no Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena e no Complexo Hospitalar Tarcisio Burity, em Mangabeira.

De acordo com a promotora da Saúde, Maria das Graças Azevedo, os hospitais possuem uma boa estrutura, mas estão trabalhando com alta demanda. “Nós fizemos uma inspeção de rotina até porque estamos na alta estação e com a proximidade do carnaval, quando o número de atendimentos aumenta. Além disso, muitos pacientes que procuram o hospital não estão dentro do perfil de atendimento, que aumenta a demanda ainda mais. Estamos aqui para buscar solução para os problemas encontrados”, afirmou a promotora.

No Hospital de Trauma, a promotora constatou a presença de pacientes instalados nos corredores das enfermarias devido à superlotação. Já no Complexo de Mangabeira, além da grande demanda, o aparelho de Raio-X encontra-se quebrado devido, segundo a direção do hospital, aos raios que caíram no último fim de semana na Capital. A direção informou que o aparelho será consertado até a próxima sexta-feira (22).

A promotora solicitou da direção dos dois hospitais o envio da estrutura funcional de cada um, as especialidades que atendem, as escalas médicas. “De posse desse material, vamos realizar uma reunião com a direção dos hospitais e com as Secretarias Municipal e Estadual da Saúde para buscarmos as soluções”, disse.

Uma dessas soluções, segundo a promotora Maria das Graças Azevedo, é a reserva de leitos do Hospital Santa Isabel para servirem de retaguarda aos pacientes que saem do Trauma e que precisam de tratamento prolongado. “Isso garantiria que os pacientes não ficariam nesses hospitais de emergência por muito tempo, o que causa risco para a própria saúde deles, porque precisam de atendimento que só um hospital de retaguarda pode dar”, declarou a promotora.

Grande demanda

A diretora técnica do Hospital de Trauma, Aleuda Nagila, confirmou que o maior problema enfrentado é a superlotação devido a grande demanda de assistência, muitas vezes, fora do perfil do hospital. “Nosso perfil é exclusivamente de emergência e trauma e estamos atendendo patologias como gastrenterite, escabiose, cefaléia, dor abdominal. Nosso perfil são os acidentes, a fratura exposta, o politraumatizado, os queimados. E nós estamos muito bem preparados para dar esse tipo de assistência”, enfatizou.

Outro problema apontado pela diretora é a saída dos pacientes da emergência. “Uma coisa que complica é a longa permanência desses pacientes. Num hospital com nosso perfil, o paciente deveria ficar no máximo cinco dias e depois deveria ser encaminhado para outro hospital. Isso tem que ser uma discussão ampla com todo o sistema de saúde de João Pessoa e da Paraíba”, explicou a diretora.

A alta demanda nas áreas de urgência e emergência também foi o problema apontado pelo diretor-geral do Complexo Hospitalar Tarcisio Burity, Edson de Souza Neves. Ele informou ainda que está sendo negociada a contratação de leitos em outros hospitais da Capital para servirem de retaguarda aos pacientes que saem da emergência.

 

 

Redação

 

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