Por pbagora.com.br

A paralisação dos bancários em Campina Grande e Região começou forte nesta quinta-feira, com o fechamento de todos os bancos públicos e privados. A decisão de aderir à greve nacional da categoria foi declarada na quarta-feira, 23, em assembleia que reuniu grande parte dos trabalhadores.

Dirigentes do Sindicato, delegados sindicais e bancários da base estiveram nas agências bancárias, fazendo um trabalho de convencimento dos colegas para adesão ao movimento.

“É importante que os delegados sindicais e demais funcionários de cada agência, sobretudo no interior, ajudem a ampliar e consolidar a greve. Só com unidade, pressão e mobilização vamos forçar os bancos a retornarem à mesa de negociação com propostas que contemplem as reivindicações da categoria. O que eles apresentaram é inaceitável”, afirmou Rostand Lucena, presidente do Sindicato.

A paralisação recebeu um apoio especial do Vereador Antônio Pereira que esteve visitando os sindicalistas e grevistas em geral. “A greve é um momento forte vivido pela categoria, onde a unidade de ideias e propostas fatalmente levarão aos resultados positivos à categoria. A luta dos bancários é justa e merece o apoio de outras categorias, de segmentos organizados e das representações populares. Os indicativos financeiros dos banqueiros demonstram superavit em todos os aspectos e, logo, os bancários não podem retrosceder nas suas comquistas. Avançar com negociações em favor dos bancários é a palavra de ordem.

O Sindicato iniciou um levantamento na manhã desta quinta-feira para ter um quadro mais detalhado da greve. A paralisação atingiu 100% das agências fechadas. O Sindicato dos Bancários estima que cerca de 90% dos bancários tenham aderido à greve de hoje. Os próprios bancários podem auxiliar neste trabalho, ligando para informar sobre a paralisação ou não da unidade em que trabalha. O telefone é (83) 3341-4005.

A categoria rejeitou, no dia 17, a proposta dos bancos e, desde então, as negociações não prosseguiram. A pauta nacional dos bancários prevê reajuste de 10%, correspondente ao período de setembro de 2008 a agosto de 2009, participação nos lucros, contratação de funcionários, fim das metas de venda de produtos e aumento do expediente aberto ao público, entre 9 e 17 horas. No ano passado, houve paralisação de aproximadamente cinco dias entre os funcionários de bancos privados e de 15 dias nos públicos.

 

Assessoria

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