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Governo estuda alternativas para solucionar abastecimento d‘água em 24 municípios

Governo do Estado estuda alternativas para solucionar abastecimento d´água em 24 municípios; reconstrução de Camará é apenas uma dessas opções

Colapso de água em 24 cidades

Enquanto o remanejamento não é concretizado, o governo do estado está estudando as alternativas para solucionar o abastecimento d’água em 24 municípios. A reconstrução de Camará, fazendo sistemas de adução para realizar a distribuição, é apenas uma dessas opções. A segunda possibilidade é a construção da barragem de Macaíba, cujo projeto já existe. A terceira via analisada seria por meio da construção da barragem de Manguape.

Apesar de não estar licitada, a obra de Manguape já tem previsão orçamentária. “Já existem recursos pré-selecionados dentro do PAC 2, no valor de R$ 75 milhões para a construção da barragem” garantiu Azevedo.

O resultado dos estudos apontando quais das três alternativas irá beneficiar os 24 municípios da região levará em conta a viabilidade tecnica e financeira do empreendimento . “Se for apontado que é Camará, ou a Justiça autoriza a realização da obra, ou teremos que partir para a segunda melhor opção no processo de análise técnica”, exemplificou.

O secretário apontou ainda alguns entraves relacionados à intervenção, como a resistência encontrada entre moradores de Alagoa Grande. A cidade ainda sofre os reflexos do acidente, ocorrido em 2004, e resistem à reconstrução da barragem Camará. “Mas ninguém vai fazer uma barragem para romper”rebateu. “O que houve lá foi um problema muito sério e que tem que se procurar soluções para que isso não aconteça novamente. Por isso que estamos investindo em Saco, por exemplo. É por essa razão que estamos também fazendo um programa de recuperação de barragens (previsto no remanejamento)”, esclareceu.

João azevedo advertiu ainda que qualquer solução tomada para o abastecimento da região do Brejo não terá resultados imediatos. “Porque requer investimentos, execução de obras de grande porte, adutoras. No mínimo, é preciso uma adutora complementar com 10 a 15 quilômetros para atender a região de Esperança. O que estamos trabalhando é em um projeto que depois resolva definitivamente o problema daqueles 24 municípios da região”, disse.

Doze barragens receberão obras

As obras de manuntenção nas 12 barragens elencadas como emergenciais pelo governo do estado devem começar agora em abril. Caso seja incluída também a intervenção no décimo terceiro reservatório – o de Gramame e Mamuaba – os investimentos previstos serão de R$ 2,5 milhões. As intervenções visam combater formigueiros, retirar vegetação a montante do maciço, eliminar as fissuras, concertar muros dos sangradouros totalmente destruídos, além de fazer o plantio de grama para proteção do maciço.

Em alguns casos, o mato em torno do maciço da barragem é tão grande que dependendo do ângulo observado não dá para vislumbrar sequer o reservatório. “Não existia no estado, nenhuma sistematização, ou programação para manutenção dessas barragens”, ressaltou Azevedo. “Mais graves são formigueiros que aparecem nos açudes e acarretam fissuras”, citou.

Os mananciais a serem reparados são os seguintes: Tapera, em Belém do Brejo do Cruz; Curimatã, em Caraúbas; Bruscas, em Curral Velho; Emas, no município de Emas; Carneiro, em Jericó; Mucutu, em Juazeirinho; Jangada, em Mamanguape; Pocinhos, em Monteiro, Farinha, em Patos; Riacho dos Cavalos, no município de Riacho dos Cavalos, Queimadas, em Santana dos Garrotes e Baião, em São José do Brejo do Cruz. Há possibilidade de Gramame e Mamuaba também entrar nessa relação.

Desde janeiro, já está em execução a recuperação da primeira barragem – a Saco de Olinda, no município de Nova Olinda. Uma das novidades é a aplicação de uma manta revestida de PVC impermeável, para evitar vazamentos e, consequentemente, rompimentos. Essa tecnologia será utilizada para as demais intervenções programadas.

 

PB Agora

com JP
 

 

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