A experiência da Paraíba com medidas e estratégias que têm reduzido a criminalidade no Estado, especialmente os crimes contra a vida, deverá se unir a experiências de outros Estados para uma atuação integrada de combate ao crime organizado. O secretário da Segurança e da Defesa Social, Jean Nunes, participou nessa quarta-feira (16) do 5º Seminário Inteligência em Foco, em Brasília, que é realizado desde 2019 pela Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal. O evento vai até esta sexta-feira (18) e reúne representantes da Segurança Pública de todo o país.
O Seminário acontece anualmente e tem como público-alvo profissionais de inteligência dos poderes executivos, legislativo e judiciário, das esferas distritais, estadual, municipal e federal. Um encontro de especialistas na perspectiva de inovação, estratégia, atuação integrada e enfrentamento ao crime organizado.
“Estamos aqui para trocar experiências e buscar de forma integrada estratégia para combater o crime em nossos estados. Nesse sentido, a Paraíba pode contribuir pela aplicação de medidas e estratégias que têm reduzido a criminalidade no Estado, especialmente os crimes contra a vida, com reduções ano a ano, além da queda nas ocorrências de crimes patrimoniais, a exemplo de ataques a banco”, frisou Jean Nunes.
87a edição do Consesp – Também está sendo realizada em Brasília reunião do Conselho Nacional de Secretários de Segurança Pública (Consesp) que tem por finalidade representar os interesses comuns das Secretarias de Segurança Pública dos Estados e do Distrito Federal, junto ao Ministério da Justiça e Segurança Pública e promover articulação institucional entre as secretarias e o ministério.
O Consesp também propõe ao Ministério da Justiça medidas para o aperfeiçoamento do Sistema Único de Segurança Pública. Nesta 87ª edição, além de discutir o combate ao Crime Organizado e o feminicídio, os secretários foram informados sobre o fundo Nacional de gastos com a Segurança Pública para ser aplicado no enfrentamento do crime e as suas consequências.
Os Estados devem aplicar 80% dos recursos do fundo na redução de homicídios, 10% em ações de combate ao feminicídio e 10% na valorização profissional que engloba programas para oferecer suporte de políticas públicas para tratar principalmente as doenças adquiridas pelos policiais por conta do estresse causado pela profissão.
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