Depois de passar por dez cidades das regiões do Sertão e Cariri, o Circuito Som nas Pedras encerrou as atividades no último sábado (7), com uma reunião de avaliação na fazenda Salambaia, em Cabaceiras. Na ocasião, representantes dos municípios puderam expor suas impressões sobre a primeira edição do projeto e traçar o planejamento das ações para 2020.

Durante o encontro, o secretário executivo de Estado da Cultura, Milton Dornellas, anunciou a ampliação de investimentos do Governo do Estado na segunda edição do projeto. “Recebemos do governador João Azevêdo a sinalização de que no próximo ano, o Som nas Pedras terá um maior aporte de recursos e poderá contemplar novos municípios”, revelou.

Ainda de acordo com o secretário, o Governo avalia lançar um edital de credenciamento artístico como forma de facilitar o processo de contratação e oportunizar a participação de grupos e artistas de municípios do interior do Estado. Em 2020, a programação deverá ser formatada a partir da inclusão de expressões das culturas tradicionais, forró pé de serra, artistas regionais e música clássica.

O prefeito de Juru, Luiz Galvão, destacou a visibilidade que o circuito trouxe aos pequenos municípios. “Hoje, a Laje Grande recebe diversas ações turísticas. São pessoas que sobem a pedra para apreciar o pôr do sol, fazer fotos de casamento e formatura, piquenique, enfim, pessoas que até pouco tempo sequer sabiam da beleza daquele espaço”, comemorou.

Para a diretora de Turismo de Cabaceiras, Mércia Farias, outro aspecto marcante na primeira edição do evento foi o fomento à economia criativa. “Aqui na cidade, por exemplo, os comerciantes chegaram a vender, no dia do circuito, o equivalente a um mês de trabalho”, explicou. Entre os produtos mais vendidos na programação do Som nas Pedras, o artesanato e a gastronomia se destacaram por oferecer aos visitantes elementos típicos de suas regiões.

A participação de empreendedores locais também foi tema de avaliação durante o encontro. Na opinião dos participantes, iniciativas como a fazenda Salambaia, em Cabaceiras; o Casarão do Jabre e a EcoPousada, em Matureia; e a comunidade do Marinho, em Boqueirão, foram fundamentais na consolidação do Circuito Som nas Pedras como fator de geração de renda.

O coordenador pedagógico do Programa de Inclusão Através da Música e das Artes (Prima), Rainere Travassos, ressaltou a integração promovida pelo circuito. “Trabalhamos com crianças e adolescentes oriundos de bairros periféricos, que não têm tantas oportunidades de ter pessoas atentas, olhando para eles. De repente, eles se tornaram o centro das atenções e essa experiência foi sublime”, comentou.

Mais de 100 estudantes da rede estadual de ensino participaram das dez etapas do Circuito Som nas Pedras. Oriundos dos polos de Itaporanga, Patos, Monteiro, Campina Grande e João Pessoa, os grupos se apresentaram em diferentes formatos, a exemplo de quartetos de cordas, quintetos de sopro, cameratas e orquestras. No repertório, o Prima levou para as pedras uma miscelânea de clássicos da música erudita e canções populares que marcaram o imaginário nordestino.

A reunião de avaliação também contou com a participação do presidente do Fórum de Turismo do Brejo Paraibano, Sérgerson Silvestre, que destacou a potencialidade das ações consorciadas entre os municípios. “O Circuito Som nas Pedras revela uma experiência exitosa, sobretudo porque começou com uma ótima estrutura de comunicação e articulação”, avaliou.

Sobre o projeto – Entre 31 de agosto e 23 de novembro, o Circuito Som nas Pedras passou pelas cidades de Juru, Matureia, Teixeira, Princesa Isabel, Congo, Monteiro, Cabaceiras, Serra Grande, Queimadas e Boqueirão. A estimativa é de que aproximadamente 15 mil pessoas tenham participado das programações, além de 40 grupos culturais e 600 artistas envolvidos.

O projeto é uma realização das prefeituras e empreendedores locais e conta com a parceria do Sebrae e do Governo do Estado, através da Secretaria de Estado da Cultura (Secult), Secretaria de Estado da Comunicação Institucional, Secretaria de Estado da Administração, Empresa Paraibana de Turismo (PBTur) e a Empresa Paraibana de Comunicação (EPC), por meio da Rádio Tabajara e do Jornal A União.

PB Agora

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