Abre e fecha as torneiras. A polêmica em torno da voklta do racionamento de Campina Grande e nas demais cidades abastecidas pelo açude de Boqueirão,mobilizou a base governista. O deputado estadual Adriano Galdino (PSB) lamentou a determinação da Justiça Federal para que o racionamento em Campina Grande, seja retomado.

Em entrevista nesta quarta-feira, 20, o deputado afirmou estar indignado com a decisão, destacando que a população vai sofrer com a volta das restrições. Para ele, o racionamento na cidade só atinge a periferia.

– A cidade de Pocinhos faz 64 anos de existência e tem 64 anos de sofrimento com a escassez de água. Pude acompanhar de perto e sei o quanto é humilhante acordar e não ter água para cozinhar e para beber, ou ter que optar a comprar um carro de água ou fazer uma feira. E agora que chegou a água vem essa decisão de cortar. Estou indignado e pergunto ao Sr. Juiz quem tem mais direito a essa água. Somos nós  que estamos na ponta do rio querendo água para sobreviver, ou são os grandes empresários de Petrolina que usam milhões de metros cúbicos dessa água para irrigação? – indagou o parlamentar.

Por sua vez o deputado estadual Ricardo Barbosa (PSB) considerou equivocada a decisão do juiz federal, Vinícius Costa Vidor, que determinou a volta do racionamento das águas do Açude Epitácio Pessoa, conhecido como Boqueirão.

O reservatório, que abastece Campina Grande e mais 18 cidades – atingiu 8,55% do volume total, mas a alegação do juiz é que ele ainda não oferece segurança hídrica para a liberação total do abastecimento na região.
Barbosa disse que vai fazer disso uma bandeira de luta ao lado do povo de Campina Grande, sua terra natal e dos demais municípios que foram penalizados com a decisão judicial.

“Apesar do respeito que devotamos ao Poder Judiciário, mas essa medida foi extremamente equivocada, sem estar contextualizada do conhecimento técnico devido, pois está mais do que provado que não houve redução do volume, a partir da liberação do racionamento efetuado pelo governo do Estado”, disse.
Ele explicou ainda que os indicadores do acúmulo de água cresceram e a reserva é satisfatória e que, portanto, é inócua e inaceitável, apesar de que decisão judiciária, não se discute, cumpre-se.

“A decisão tem que ser respeitada, mas nós divergimos da sua eficácia porque ele vai de encontro aos ditames técnicos. Na decisão, não há nenhum embasamento, fundamentação técnica para tal e o povo de Campina Grande sofrerá mais uma vez”, disse.

 

PB Agora

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