O presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) evitou polemizar, durante entrevista nesta sexta-feira (06), a debandada de prefeitos do PSB em meio ao racha no partido, mas justificou como sendo o ‘sentimento de incômodo’ dentro da sigla, sem o governador João Azevêdo, a motivação para a mudança de postura.

“Infelizmente com essa divisão, o governador saindo do PSB, alguns companheiros do partido estão se sentido incomodados. Vão sair e vão acompanhar o governador João. Eu particularmente já havia decidido sair, antes mesmo da saída do governador do partido. Eu vou aguardar a janela partidária para que eu possa sair para outra agremiação”, disse.

Galdino, no entanto, não desconhece a trajetória e o trabalho de Ricardo Coutinho (PSB) enquanto governador, assim como faz questão de enfatizar a capacidade de João para gerir o Estado.

“São dois homens públicos. Um fez bastante pela Paraíba, isso é fato, é bom que se diga isso com muita clareza e com muita justiça. Ricardo foi o governador que deixou sua marca, e João, pelo seu preparo, pelo seu compromisso com a Paraíba, vai fazer também uma grande gestão. É claro que João pega uma situação mais difícil, com uma crise sem precedentes no país, com um presidente que hoje é uma coisa, amanhã não é, não recebeu recurso federal até agora, tudo isso dificulta a gestão, além da operação calvário e além do fogo amigo dentro do governo. Muitos dentro da gestão ainda estão vinculadas ao ex-governador, ou estão acomodados, ou estão fazendo o fogo amigo e esse fogo amigo do PSB influencia negativamente a gestão. Mas João tem conseguido superar tudo isso com eficiência. O estado está pagando em dia, realizando obras, concluindo, dando ordem de serviço, fazendo isso com muita competência e equilíbrio fiscal e financeiro”, destacou.

Sobre os socialistas que ainda permanecem no Governo, mas gozam da confiança do governador, Galdino defendeu a exoneração, seja a pedido ou por determinação da própria gestão.

“Os cargos de confiança, como de secretário, as pessoas para estarem no governo nestes postos necessariamente precisam contar com a confiança do governador e precisam estar alinhadas ao governador, se não tiverem o caminho melhor é exoneração”, emendou.

 

PB Agora

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