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‘Funk do crime’ declara guerra em JP

‘Funk do crime’ declara guerra de facções em JP

Músicas que circulam nos ônibus e nas escolas fazem apologia ao tráfico de drogas.

Nos ônibus, nas praças, nas escolas. As músicas de funk que fazem apologia ao crime estão se espalhando pela Grande João Pessoa e preocupando as autoridades policiais. Com palavrões e ataques mútuos, as facções rivais Al Qaeda e Estados Unidos destilam ódio através de músicas de péssimo gosto, que cultuam a violência e enaltecem o tráfico de drogas.

As letras dos funks deixam claro que João Pessoa está em guerra. Não uma guerra silenciosa, como alguns setores da polícia insistem em dizer, mas escancarada como nunca se viu antes. O delegado Alan Terruel, da Delegacia de Repressão a Entorpecentes, disse ao JORNAL DA PARAÍBA que não poderia confirmar se há investigações sobre os funks, porém admitiu isso para um site de notícias nacional.

Inspirados no ataque terrorista sofrido pelos Estados Unidos em 2001, quando as torres do World Trade Center foram ao chão por aviões comandados pela organização Al Qaeda, de Osama Bin Laden, as gangues declaram ódio e terror e acabam atingindo quem não tem nada a ver com a disputa.

Segundo a polícia, a Al Qaeda domina integralmente os bairros do Alto do Mateus, Ilha do Bispo e São José. Nos Novais e em Mandacaru, o comando está dividido. Em todas essas localidades há o temor por parte da população que teme encontrá-los no meio do caminho. A ordem de ambas facções é matar o inimigo, mas se por azar um inocente estiver no lugar errado, deve morrer também.

O funk foi uma forma de mandar recados à facção rival de uma forma, digamos, mais fácil (e rápida). É uma clonagem do que acontece no Rio de Janeiro com o Comando Vermelho (CV), Amigos dos Amigos (ADA) e Terceiro Comando Puro (TCP).

Rapidamente, as músicas foram passando de celular em celular, por isso, não estranhe caso encontre alguém ouvindo o funk no ônibus ou se seu filho chegar em casa mostrando a ‘novidade’.

 

 

Jornal da Paraíba

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