Esta semana choveu em algumas cidades da Paraíba. A temperatura também caiu em alguns municípios e os paraibanos passaram a conviver com o frio bem típico deste período. Em algumas cidades, os termômetros registraram até dois graus a menos do que o normal. No entanto, as chuvas devem diminuir nos próximos meses.
Mesmo com a diminuição das chuvas, os termômetros, continuarão registrando baixas temperaturas principalmente no Brejo e no Cariri. No começo deste mês a cidade de Cabaceiras, registraou a menor temperatura de 2014 no estado. De acordo com os meteorologistas da Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba , os aparelhos de medição registraram 14º C na segunda quinzena de junho, e a previsão do órgão é que a temperatura continue a reduzir até o mês de Agosto. O frio intenso está fazendo a população da cidade mudar a rotina.
No período da noite, durante esta época do ano, as praças e outros lugares públicos ficam vazios. Acontece que o frio está fazendo com que os moradores troquem as movimentações nas praças e calçadas, comuns em dias quentes, para ficarem em casa agasalhadas.
Segundo Marle Bandeira, meteorologista da Aesa, as temperaturas devem continuar a cair nos próximos dias. “Agosto é climatologicamente considerado o mês mais frio para a região do Cariri, e as madrugadas devem ser mais frias do que junho”, explica Marle. Na região Agreste, os nevoeiros são a principal característica deste período, por conta das nuvens baixas comuns nesta época do ano. Em Campina Grande, a temperatura mínima varia entre 17º C e 19º C, e nevoeiros são registrados pela Aesa no bairro da Palmeira, no Serrotão e na BR-230, nos trechos da Alça Sudoeste e da saída para o Sertão.
Chuvas abaixo da média histórica estão previstas para o próximo trimestre na Paraíba, segundo informou na quinta-feira (24) a Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa). Segundo a meteorologista Marle Bandeira, as previsões apontam chuvas escassas até o mês de outubro no estado porque o período chuvoso acaba no fim deste mês.
A previsão dos próximos três meses é de chuvas escassas o que segundo a AESA não indica necessariamente mais uma seca no Estado. De acordo com a Aesa, mesmo em anos atípicos a maior concentração de chuva ocorre entre os meses de abril e julho.
“No período de agosto a outubro, não há indícios de maior quantidade de chuva, porque as águas do Atlântico continuam frias e por isso não há muita formação de nuvens e, consequentemente, há pouca expectativa de precipitações”, explicou a meteorologista.
PBAgora
