Estudantes buscam cursos de graduação em instituições de ensino particulares e conseguem pagar as mensalidades através de programas de financiamento do governo federal. Dados do Ministério da Educação (MEC) mostram que quatro municípios paraibanos têm 27 instituições de ensino superior habilitadas a oferecer cursos superiores com financiamento pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Segundo levantamento do MEC, no período compreendido entre abril de 2010 a maio de 2012, o Fies havia firmado 7.156 contratos na Paraíba, sendo que 6.425 estavam ativos.
O MEC revela ainda que no primeiro semestre deste ano, 3.676 estudantes da Paraíba foram beneficiados com o programa. O número é 70% maior que o acumulado do total de 2.158 contemplados nos 12 meses de 2011. O crescimento verificado na Paraíba acompanhou uma tendência nacional, mas ainda ficou abaixo da média nacional.
Segundo o Ministério da Educação, a quantidade de beneficiados pelo programa aumentou em 104% nos últimos três anos, subindo de 351.643 contratos firmados em 2009, em todas as regiões do Brasil, para 427.537 no ano seguinte e alcançando 579.937 estudantes em 2011. Já em 2012, segundo dados parciais relativos até março, o Fies já havia sido concedido a mais 140 mil alunos. Dessa forma, só no primeiro trimestre deste ano, já existiam 719.937 pessoas beneficiadas.
Na Paraíba, as faculdades e institutos de ensino oferecem mais de 30 cursos superiores. Entre as oportunidades estão Direito, Comunicação Social, Serviço Social, Marketing, Educação Social, Medicina, Enfermagem entre outros.
Para a estudante Claudiana Santos da Silva, da Faculdade Maurício de Nassau, em João Pessoa, a oportunidade de cursar Direito em apenas quatro anos foi o atrativo para buscar uma instituição particular de ensino. “Quando conclui o ensino médio, não pensei em fazer uma universidade, mas quando vi que poderia conseguir financiar o curso em uma instituição particular, mudei de ideia”, revelou.
O desejo de estudar em uma faculdade ganhou o apoio do esposo, que também encarou o vestibular para uma instituição particular. “Meu marido foi o primeiro a se inscrever no vestibular e a buscar informações sobre o financiamento pelo governo federal. Ele quem providenciou a documentação e me incentivou a também procurar informações”, explicou.
Claudiana conta que chegou a tentar ingressar em uma universidade pública, mas após duas tentativas sem êxito desistiu. Para ela, a possibilidade de frequentar uma instituição de ensino onde não há greve ou paralisações é uma atrativo adicional. “Sei que se eu me dedicar aos estudos em quatro anos estarei graduada em Direito. Isso é um incentivo a mais para mim”, revelou.
Ainda segundo dados do Mec, dos 6.380 contratos ativos em 2010, 48% dos financiamentos foram firmados com instituições da região da Mata Paraibana, o que corresponde a 3.117 contratos. Por sua vez, 45% dos beneficiados (2.922 pessoas) são pardos enquanto 43% (2.775) são brancos e apenas 3% (252) se declararam amarelos.
JP
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