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Feminicídio: Uma ferida aberta na alma da sociedade!

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Toda e qualquer tentativa de destruição do ser humano pelo próprio ser humano é inaceitável, horripilante e cruel. No entanto, aqui queremos nos deter em uma forma específica e extrema dessa violência: o feminicídio.

Essa palavra tornou-se mais popular no Brasil a partir de 2006, com a promulgação da Lei Maria da Penha, e ganhou ainda maior relevância jurídica em 2015, quando passou a ser tipificada no Código Penal. Mas, afinal, o que é feminicídio?

De forma objetiva, feminicídio é o assassinato de uma mulher por razões de gênero. Essa é a definição clássica encontrada nos dicionários e na legislação. Contudo, por trás dessa definição simples, existem fatores sociais, culturais, psicológicos e históricos profundamente complexos.

Creio que o tema deveria ser tratado com mais profundidade também no meio acadêmico, por meio de estudos que abordem não apenas o feminicídio, mas outros tipos de violência letal, como homicídio, infanticídio e outros “cídios”, com o objetivo de conter essa praga de extermínio de vidas humanas sem causa justificável.

A mulher, quando bem cuidada em sua formação educacional, emocional e psicológica, revela-se valente, inteligente e dotada de enorme sensibilidade. Ela carrega um valor intrínseco ligado à maternidade, à proteção e ao cuidado, características que lhe são próprias e fundamentais para a sociedade.

Segundo a Bíblia, em 1 Pedro 3:7, a mulher pode ser fisicamente mais delicada e frágil em relação ao homem, mas, em muitos casos, o supera em inteligência, percepção e dons interiores. Sua força não se mede apenas pela resistência do corpo, mas pela profundidade do seu ser.

Não apenas nas periferias, mas também em diversas camadas da sociedade, a mulher ainda é frequentemente desprezada, silenciada e tratada como alguém sem valor por homens que, na verdade, não sabem o que é ser homem. O feminicídio sempre foi e continua sendo uma praga repugnante e indesejável, que precisa ser combatida com firmeza.

Embora o Brasil, proporcionalmente à sua população, seja considerado um país de nível moderado de feminicídio na América Latina, os números ainda são altos e alarmantes e não podem ser ignorados.

Preservar a vida das mulheres exige educação contínua, tanto de homens quanto delas mesmas, desde o ensino fundamental até o nível superior. Exige também o engajamento das comunidades que nos cercam como: igrejas, escolas, universidades e instituições governamentais, para que possamos, juntos, dar um basta a essa violência que ceifa vidas preciosas.

Falo também a partir da dor pessoal. Dói abrir as notícias do dia a dia e ler sobre o extermínio de mulheres inocentes e indefesas, que eram cidadãs, esposas, mães e, muitas vezes, profissionais de excelência.

Isso não pode ser tratado como algo normal. É uma ferida aberta na alma da sociedade.

Elcio Nunes
Cidadão Brasileiro

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