A missão do Centro de Referência dos Direitos LGBT e Combate à Homofobia,
inaugurado na noite desta quarta-feira (25), na Praça Dom Adauto, em João
Pessoa, será promover a aproximação e o respeito entre as diferenças. O
Centro foi entregue pelo governador Ricardo Coutinho, que também assinou o
decreto que possibilita o uso do nome social de travestis e transexuais.
O Centro constitui-se numa parceria das Secretarias de Estado da Mulher e da
Diversidade Humana e do Desenvolvimento Humano, e da Secretaria de Direitos
Humanos da Presidência da República.
No âmbito do Programa Garantia e Acesso a Direitos, o Centro LGBT e Combate
à Homofobia é um local destinado a lésbicas, gays, travestis, transexuais e
intersex que tiverem os direitos violados e que forem vítimas de
discriminação, preconceito e intolerância pela orientação sexual e
identidade de gênero.
“O Espaço LGBT é um lugar de promoção da cidadania, de defesa dos direitos
humanos e de combate à homofobia e à discriminação por orientação sexual e
identidade de gênero. É também um espaço de convivência do público, com
atividades culturais, literárias, de capacitação e de lazer”, afirmam os
idealizadores do órgão. Ali, segundo acrescentam, será oferecido atendimento
e orientação psicossocial e jurídica, e também promovidos seminários, cursos
de capacitação e ações itinerantes de promoção dos direitos de LGBT.
Com uma equipe formada por Adeneuse Targino de Araújo e Gel Laverna (agentes
de direitos humanos), Gleidson Marques Silva (psicólogo), Renildo Lúcio de
Moraes (assistente social) e Soraya Chaves de Sousa Alves (advogada), o
espaço vai trabalhar no sentido de articular uma rede de proteção e garantia
dos direitos de LGBT.
Além disso, vai criar uma biblioteca com o objetivo de disponibilizar um
acervo bibliográfico destinado a subsidiar estudos e pesquisas na sua área
de conhecimento. A previsão é que o Centro de Referência LBGT seja aberto ao
público a partir do mês de junho.
*Respeito à pessoa humana -* “Nós estamos efetivamente criando um centro
para garantir que as pessoas que tenham suas opções sexuais diferenciadas
sejam plenamente respeitadas, porque isso não é favor de ninguém, mas uma
obrigação de qualquer pessoa que viva neste mundo grande que está aí”,
afirmou o governador Ricardo Coutinho durante pronunciamento na Praça Dom
Adauto.
Ele disse acreditar que chegará o momento em que cada ato de desrespeito à
pessoa humana será profundamente repudiado por todos. E acrescentou:
“Precisamos criar estratégias onde a mentalidade possa ser modificada nas
ruas, nas escolas, nos espaços públicos, nos serviços públicos”.
Lembrando que iniciativa semelhante à criação do Centro LGBT ocorreu há
aproximadamente três anos, quando exercia o cargo de prefeito de João
Pessoa, Ricardo afirmou: “Esse Governo tem disposição, coragem e postura
para poder enfrentar e combater todo tipo de preconceito e discriminação. E
vamos levar esse Estado a um processo de democracia, de respeito ao próximo,
muito mais profundo do que esse que a gente vivencia hoje”.
*Nordeste** – *De acordo com dados da Delegacia Especializada contra Crimes
Homofóbicos de João Pessoa, de janeiro a maio deste ano foram registradas 13
mortes LGBT. O Nordeste é a região mais homofóbica do Brasil. A Paraíba está
na quarta colocação em números de assassinatos de homossexuais, segundo o
Grupo Gay da Bahia (GGB). A intolerância e o preconceito produzem reações
como violência, discriminação, humilhação, exclusão social, depressão e
suicídio entre gays, lésbicas, travestis e transexuais.
Para o gerente Operacional de Promoção da Cidadania LGBT, Luciel Araújo, a
implantação do Centro de Referência LGBT é mais um avanço: “As expectativas
são as melhores possíveis. A gente vai se surpreender positivamente com a
aceitação da população paraibana, sobretudo da comunidade LGBT”, ressalta.
Otimista, também, com a implantação do Centro de Referência está o operador
de micro, Alecsandro Braz. Ele diz que já foi vítima de preconceito até da
própria família. “A gente terá mais acesso aos nossos direitos, através de
advogados, psicólogos, e o que é melhor, gratuitamente. O que não existia”.
Adneuse Targino também, sofreu discriminação. Ela, que é uma das
coordenadoras do Grupo de Mulheres Lésbicas Maria Quitéria, revela que a
discriminação é ainda maior quando a identificação de orientação sexual é
assumida.
Para a coordenadora do Centro da Mulher 8 de Março, Irene Marinheiro, a
inauguração do Centro de Referência LGBT é uma vitória para o movimento: “A
gente parabeniza a sensibilidade do Governo do Estado em implantar este
espaço fundamental. Essa temática passa por todos os governos e movimentos”,
destaca.
Secom-PB
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