Motociclistas e entregadores por aplicativo de João Pessoa deverão aderir a uma paralisação nacional entre os dias 31 de julho e 2 de agosto. O movimento tem como objetivo pressionar as plataformas por melhores condições de trabalho, com foco na revisão dos valores pagos pelas corridas e entregas.
A mobilização está sendo organizada por associações da categoria em todo o país. Em João Pessoa, o presidente da Associação dos Motociclistas que Trabalham por Aplicativo (AMTAP-JP), Beethoven Gomes, orientou os profissionais que desejarem participar do protesto a manterem os aplicativos desligados durante os três dias de mobilização.
“Sou sempre a favor do trabalhador. A gente tem que pensar em unir forças. A organização nacional quer que o motociclista desligue o aplicativo e fique em casa nos dias 31, 1º e 2”, afirmou.
Entre as principais reivindicações da categoria estão o fim das taxas consideradas abusivas pelas plataformas, a definição de um valor mínimo por quilômetro que cubra os custos de combustível, manutenção e tempo de trabalho, além da rejeição a modelos de cobrança, como planos de assinatura e taxas fixas, que, segundo os trabalhadores, reduzem ainda mais a remuneração.
Até o momento, os motoristas de transporte por aplicativo não deverão participar da mobilização. De acordo com o Sindicato dos Motoristas de Aplicativo do Estado da Paraíba (Simtrapli-PB), a categoria não aderiu ao movimento nacional.
Redação
