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Entre a cortina de ferro e a liberdade!

A China é um país híbrido: fechado em algumas áreas, mas, na esfera mais proveitosa, segue um modelo capitalista o que muitos consideram uma verdadeira incoerência. A liberdade de expressão é extremamente limitada; a economia, embora dinâmica, permanece sob forte controle do governo, e o direito à propriedade não é plenamente garantido como nas democracias liberais.

Basta recordar que, entre o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945, e a queda do Muro de Berlim, em 1989, diversas nações da Europa viveram sob regimes totalitários de orientação comunista, atrás da chamada Cortina de Ferro. Durante aproximadamente quatro décadas, países como a Polônia, a Hungria, a Romênia, a Bulgária e a antiga Alemanha Oriental (República Democrática Alemã), bem como a antiga Tchecoslováquia, experimentaram controle estatal rígido, economia planificada, forte aparato de vigilância política e severas restrições às liberdades civis.

Em muitos desses países, o Estado determinava produção, salários, circulação de informações e até mesmo oportunidades profissionais. A dissidência política era reprimida, e o direito de ir e vir era limitado. Famílias viveram décadas sob constante monitoramento e sem liberdade de expressão plena.

Os que antes viveram por trás da Cortina de Ferro e hoje desfrutam das benesses de uma democracia de mercado aberto podem avaliar, com propriedade, essa diferença histórica. A transição não foi simples, trouxe desafios econômicos e sociais, mas os avanços em liberdade política, mobilidade social, acesso a bens de consumo e integração europeia são evidentes.

Não compreendo como novas gerações, vivendo em sociedades livres, ainda defendem as supostas vantagens de um sistema que restringe liberdades e impõe severos limites à autonomia individual.

O mais inquietante é ver essa corrente ideológica atuando intensamente dentro de centros acadêmicos universitários. Pergunta-se: trata-se de desconhecimento histórico, de idealização romântica do passado ou apenas de um modismo intelectual reciclado?

Elcio Nunes
Cidadão Brasileiro


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