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Empreender-PB eleva produção em 25% e couro paraibano é sucesso no Brasil

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Os artesãos do Distrito de Ribeira viajam o país em feiras e eventos, onde divulgam e vendem seus produtos, e o curtume recebe turistas até de outros países. A história de sucesso da Arteza – nome fantasia do Curtume Coletivo Miguel de Sousa Meira, no município de Cabaceira, Cariri paraibano – começou quando famílias que trabalhavam individualmente com o beneficiamento do couro resolveram se unir em cooperativa, há 14 anos.

 

Hoje o negócio está consolidado e graças ao programa de crédito subsidiado do Governo do Estado, Empreender PB, consegue manter renda para 287 pessoas, que vivem exclusivamente do curtimento do couro e do artesanato.

 

O investimento feito em 2012 pelo programa chegou a R$ 240,8 mil, empréstimo que foi empregado na compra de maquinário e na instalação de equipamentos adquiridos no passado. As melhorias elevaram a qualidade e volume da produção em 25%.

 

“Nossa produção estava devagar. Com o dinheiro do Empreender, compramos as máquinas que faltavam e colocamos para funcionar as demais. Antes a gente curtia 4 mil peles de cabra, ao mês, e hoje a produção chega a 7,5 mil unidades/mês com a perspectiva de mais aumento”, calculou José Carlos de Castro, diretor-presidente da Cooperativa dos Curtidores e Artesãos em Couro de Ribeira.

 

Ele afirma que o couro de caprino, no processo de curtimento vegetal adotado pelo Curtume de Ribeira, é um dos melhores do país, praticamente sem odor. A pele é comprada na Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Ceará e depois do curtimento vendida para vários Estados do Brasil.

 

Substituiu o alho – Há 14 anos, o cultivo do alho era a principal fonte de renda na região de Cabaceiras. Mas a cultura do couro é centenária em Ribeira, tendo havido uma época em que a região tinha 15 curtumes e pequenas fábricas artesanais. Para manter a atividade, a comunidade optou pelo cooperativismo e os negócios desse setor tomaram força, substituindo o alho.

 

O gerente executivo do Empreender-PB, Eduardo Moraes Filho, avalia que o programa contribuiu para o crescimento econômico da região e melhorou a vida das pessoas: “Antes, os adolescentes migravam para os grandes centros e deixavam para trás suas famílias e hoje, com os investimentos do Governo do Estado, através do Empreender PB, esse movimento de migração acabou. Acreditamos que a melhoria tem que ser não só na parte financeira, mas também no social”, disse.

 

“Hoje cada um já tem seu salário tranquilo, os mais antigos têm renda média mensal de R$ 1.500,00 e os iniciantes a partir de R$ 270,00 mas a média é o salário mínimo. A renda não é fixa. Aqui se ganha por produção. Ganha mais quem produz mais”, acrescentou o presidente da cooperativa, José Carlos de Castro. A grande maioria dos cooperados tem motocicleta, carro e casa própria, e muitos jovens estão investindo em cursos de nível superior.

 

Vitrine e turismo – O Programa de Artesanato da Paraíba é uma das vitrines da Arteza, que participa de eventos promocionais em todo o país. Como resultado disso, vende para Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul, e está prestes a fechar negócios com empresas da cidade de Franca-SP, importante polo de calçados.

 

Turistas do Brasil e do exterior frequentam o curtume em Ribeira, o que também é uma forma de divulgação dos produtos paraibanos. Quem vai à loja da Arteza também pode ter acesso ao curtume, que fica a 5 km de Cabaceiras. Em João Pessoa, a loja fica no Mercado de Artesanato Paraibano, no bairro de Tambaú.

 

Beneficiamento – A cooperativa compra o couro conservado no sal. O curtimento inclui lavagem (durante quatro horas), retirada do pelo, descarne e a parte final que é o curtimento e a graxa. Depois de secar, a matéria-prima chega ao estágio de couro cru, quando está apta a ser tingida. Em seguida, o couro recebe óleo vegetal para amaciá-lo. Depois da secagem, as peças passam pelas prensas para a retirada dos pelos.

 

Como produto final, o couro se transforma em bolsas, sela, calçados, carteiras, chaveiros, cintos, roupas e outros itens. A maior parte do couro utilizado é de caprinos. O de origem bovina representa um percentual em torno de 10%.



Secom/PB

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