A assessoria da advogada Maria Cristina Santiago, candidata à presidência da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Paraíba, enviou uma nota rebatendo a acusação de que teria cometido Fake News contra o seu adversário, Harrison Targino.
A equipe que assessora Kiu, como é conhecida Maria Cristina, sustenta que o que foi abordado durante o debate da TV Master não foi a investigação do processo, mas sim, a menção do nome de Harrison Targino na Operação Calvário. No entanto, o documento enviado pela assessoria de Kiu tem a menção ao escritório CUNHA LIMA E TARGINO, não Harrison Targino pessoalmente.
“A vontade de criar um factoide e se aproveitar dessa situação mostra o despreparo do candidato, já que em nenhum momento do debate faltamos com a verdade. E repudiamos veementemente as condenações antecipadas ou sumárias, pugnando pelo respeito ao devido processo legal”, destacou.
Entenda o caso
Um sócio do escritório de advocacia CUNHA LIMA e TARGINO, que é capitaneado por Harrison Targino e o ex-senador Cássio Cunha Lima, foi citado em uma denúncia da Operação Calvário por supostamente ser um operador de propina.
Confira a nota na íntegra:
Na noite de ontem, durante o debate realizado pela TV Master, o candidato Harrison Targino afirmou ser vítima de Fake News, alegando que seu escritório e seus sócios não teriam sido mencionados na Denúncia ofertada pela Operação Calvário.
Com todas as vênias, Fake News é negar a existência e o conteúdo da Denúncia.
Às fls. 8 do referido documento, consta expressamente que a primeira parte da propina foi paga “no escritório de advocacia CUNHA LIMA e TARGINO, que tem como sócio JOVINO MACHADO DA NÓBREGA NETO, situado na Avenida Duarte da Silveira, 211. Centro, João Pessoa/PB.”
Em outro trecho da mesma Denúncia (fls. 6), há nova menção ao escritório. Os promotores asseveram categoricamente que a segunda parte da propina foi paga a “sócio do escritório de advocacia CUNHA LIMA e TARGINO”, não restando nenhuma dúvida de que o escritório do candidato situacionista é citado por repetidas vezes no texto acusatório elaborado pelos r. Promotores de Justiça.
Obviamente, repudiamos condenações antecipadas ou sumárias, pugnando pelo respeito ao devido processo legal.
Nesse mesmo diapasão, repelimos a Fake News propalada pelo candidato Harrison Targino, pois é fato que o escritório “Cunha Lima e Targino” é sim mencionado como palco de pagamentos de propinas relacionadas à operação Calvário, e tais imputações, como se vê na Denúncia (fls. 6, 8 e 19), decorrem do trabalho do próprio Gaeco.
Maria Cristina Santiago
Confira o documento:
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