O preço do gás natural fornecido pela PBGás aos postos de combustíveis e setores comercial e residencial sofrerá uma redução de 1,03%, a partir deste domingo (1). Com isso, o metro cúbico será repassado ao mercado consumidor pela empresa ao preço de R$ 1,04, conforme autorização da Agência de Regulação da Paraíba – ARPB.

Segundo o presidente da PBGás, Manoel de Deus, isto está sendo possível porque a Petrobrás, revertendo a prática de reajustes trimestrais ocorrida durante o exercício de 2008, reduziu o preço do gás natural fornecido a empresa em 3,81% a partir de 1º de fevereiro, tendo em vista o comportamento do preço internacional do petróleo, que, após crescimentos elevados, chegando a U$ 140.00 o barril, tem apresentado quedas constantes, chegando atualmente em torno de U$ 40.00.

Ele explicou, no entanto, que a redução aplicada pela PBGás está sendo menor do que a praticada pela Petrobras porque “a empresa, há algum tempo, vem trabalhando com suas margens (ganhos) abaixo da legalmente autorizada; situação agravada durante o exercício de 2008, quando a Petrobras aplicou em reajuste acumulado de 34,02%, enquanto a empresa, preocupada em minimizar os efeitos dos reajustes junto ao mercado, repassou apenas 25,23%”.

Enquanto no mês de fevereiro de 2008 a Petrobras promoveu um reajuste de 4,39%, a PBGás repassou apenas 3,37%. No mês de maio, o reajuste do preço do gás fornecido à empresa paraibana pela Petrobras foi de 6,09%, mas a PBGás repassou apenas 4,65. Em agosto, a Petrobras reajustou o preço em 8,95%, enquanto a PBGás 6,93%; e no mês de novembro, a Petrobras aplicou um reajuste de 11,07% e a PBGás aumentou somente 8,26%.

Manoel de Deus esclareceu ainda que a PBGÁS está autorizada pela ARPB, com base no seu Contrato de Concessão, a praticar uma margem de R$ 0,2375/m³; enquanto que a margem a ser obtida agora em fevereiro, com a aplicação dessa redução no preço do gás natural, será de R$ 0,1850/m³; portanto, ainda inferior a autorizada. “A PBGÁS pretende, aos poucos, sem impactar significativamente os preços praticados junto aos seus clientes, recuperar gradativamente a sua margem”, disse.

Para o presidente da PBGÁS essa redução, ainda que pequena, além de reverter a tendência de reajustes constantes que vinham sendo aplicados trimestralmente, sinaliza perspectivas de novas reduções no preço do gás natural para o próximo período previsto para maio próximo. Esse cenário também sinaliza, de forma otimista, a manutenção do diferencial competitivo do gás natural em relação aos outros combustíveis.

Para o segmento automotivo, segundo Manoel de Deus, essa atratividade econômica deve situar-se em torno de 40%. Esclarece, contudo, que para obter a real vantagem econômica no uso do GNV é fundamental levar em consideração no cálculo a eficiência energética do veículo em relação aos outros combustíveis e a quantidade de quilômetros rodados, projetando os ganhos para um período, por exemplo, semanal, mensal e até anual e não comparar, apenas, os preços dos combustíveis nas bombas, já que esses preços são relativos a unidades diferentes.

 

PB Agora

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