Donos de restaurante têm bens indisponibilizados por Justiça em ação por corrupção em São José dos Ramos

PUBLICIDADE

A Justiça acatou a liminar requerida pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) e determinou a indisponibilidade de bens das empresas Imperial Ruach Restaurante e Recepções e Ruach Recepções & Restaurante, além de seus sócios, Yuri Allan Silva e Sérgio Leandro de Almeida Borba. A medida visa garantir o ressarcimento de R$ 133.915,90, que corresponde à soma dos danos material e moral causados por atos de corrupção. As empresas também estão proibidas de firmar novos contratos com o Poder Público até que a Justiça decida o caso.

A ação civil pública de responsabilização por atos de corrupção (0802079-09.2024.8.15.0381) foi ajuizada pelo 3º promotor de Justiça de Itabaiana, João Benjamim Delgado Neto, com base na Lei Federal nº 12.846/2013 (Lei Anticorrupção). A decisão liminar foi proferida pela juíza Luciana Rodrigues de Lima, da 3ª Vara Mista de Itabaiana.

Conforme a ação do MP, as empresas se beneficiaram de contratos fraudulentos com a Prefeitura de São José dos Ramos. A Imperial Ruach foi contratada para serviços de decoração, ornamentação e fornecimento de “coffee break” através de licitações eletrônicas e contratações diretas direcionadas. Já a Ruach Recepções, que possui nome de fantasia similar, endereço, telefone e e-mail iguais à Imperial, também foi contratada por meio de licitações fraudulentas e contratações diretas.

A investigação revelou que a empresa Ruach Recepções é, na verdade, uma “empresa de fachada” que não existe no endereço informado à Receita Federal. O esquema teria causado um prejuízo material de R$ 89.280,15 ao erário de São José dos Ramos. Além disso, o MPPB pede a reparação dos danos morais coletivos causados pelos atos de corrupção, no valor de R$ 44.640,075, totalizando R$ 133.915,90.

“As empresas Imperial Ruach e Ruach Recepções fraudaram procedimentos de licitação e seus sócios agiram como laranjas para viabilizar o desvio de verbas públicas para a primeira-dama de São José dos Ramos, Amanda Melquíades”, afirma o promotor na ação.

Além da ação por atos de corrupção, o MP também ajuizou a Ação Civil de Improbidade Administrativa nº 0802078-24.2024.8.15.0381 contra os mesmos envolvidos. A ação pede o ressarcimento do dano causado ao erário, a suspensão dos direitos políticos dos réus e a perda de função pública para os servidores envolvidos.

A Operação Dionísio, realizada em junho de 2023 pelo Gaeco e pela Ccrimp do MPPB, cumpriu mandados de busca e apreensão contra os envolvidos. A investigação ainda está em curso e novos desdobramentos podem surgir.

Últimas notícias

VÍDEO – Aguinaldo Ribeiro minimiza força política de Jhony Bezerra em Campina Grande: “Foi um candidato inventado pelo PSB”

Em recente entrevista ao programa Panorama Paraíba, da Rádio Pop FM de João Pessoa, no…

12 de março de 2026

“Se levar ao pé da letra, dá uma cova para enterrar todo mundo”, diz Chico Mendes sobre excesso de candidaturas do Sertão à ALPB

O deputado estadual Chico Mendes comentou o cenário eleitoral no Sertão paraibano e avaliou que…

12 de março de 2026

Edvaldo Neto revela restrições impostas pelo crime organizado em Cabedelo: “Facções dizem onde não podemos ir”

A segurança pública e o domínio territorial do crime organizado voltaram a ser pauta no…

12 de março de 2026

MPPB pede suspensão de vaquejada em Brejo do Cruz, no Sertão da Paraíba

Nesta quinta-feira (12), o Ministério Público da Paraíba recomendou que seja suspensa a realização de…

12 de março de 2026

Líder do Governo na ALPB projeta votação histórica de João Azevêdo para o Senado

O deputado estadual Chico Mendes (PSB), líder da bancada governista na Assembleia Legislativa da Paraíba…

12 de março de 2026

Estado da Paraíba convoca aprovados para quarta turma do Curso de Formação da Polícia Civil

O Governo do Estado da Paraíba publicou, nesta quinta-feira (12), a convocação dos candidatos aprovados…

12 de março de 2026