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Dom José assume defesa da camisinha

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O arcebispo emérito da Paraíba, Dom José Maria Pires, completa hoje 90 anos, 68 dos quais dedicados à Igreja e três décadas desta trajetória religiosa vividas na Paraíba. Nascido em 15 de março de 1919, em Córregos, Minas Gerais, estado onde hoje reside, ele revelou que não esquece da sua “paraibanidade”. De gestos simples e consciente dos problemas sociais, Dom José Maria Pires afirmou que a pedofilia é uma tendência negativa que pode ser controlada se tratada na infância e que o uso do preservativo pode ser usado “para que se evite um mal maior”.

“O uso do preservativo é algo que merece reflexão. O sexo existe e deve ser usado de acordo com sua finalidade, de aproximar as pessoas, sem destruição da vida. Na doutrina bíblica a vida tem de ser preservada sempre. Mas se você vai fazer algo errado, que pelo menos proteja a outra pessoa para se evitar um mal maior”, ponderou.
Sobre os escândalos envolvendo casos de pedofilia, assunto comumente divulgado na imprensa nacional, Dom José Maria Pires alertou que os acusados precisam de apoio para superar o problema. Para ele, a falha de atitude não pode ser revertida, mas, superada.

“A pedofilia é uma questão de educação. Essas pessoas têm uma tendência negativa, fora do normal, que deveriam ser tratadas desde criança para superar este problema. A igreja, escola e sociedade poderiam contribuir para isso. Se a pessoa não tem uma oportunidade, um ambiente adequado, não pode superar isso. Ao invés de condenação, ela precisa de apoio”.

O arcebispo emérito da Paraíba ponderou ao falar sobre o uso de células troncos para fins medicinais. Mas não descartou totalmente o uso destas experiências no tratamento de algumas doenças.

“O princípio da palavra de Deus é proteger a vida. Se as células usadas pela medicina não forem embrionárias podem ser usadas para fins terapêuticos. Se for embrionária, significa que já existe um ser humano em formação, então não é possível porque temos sempre que celebrar a vida. Isso seria uma espécie de aborto no início”.

Para Dom José, celebrar 90 anos de vida não há nada de especial, mas uma de suas grandes gratificações foi ter vivido “todo esse tempo com alegria por ter sido chamado por Deus para o sacerdócio”. A comemoração relativa à data ocorrerá em uma missa em Minas Gerais e um almoço na Casa dos Jesuítas, no bairro de Itapuã, Belo Horizonte-MG.

O Norte

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