Mais duas pessoas são presas no segundo dia da Operação ‘Reação Adversa’
No segundo dia da Operação ‘Reação Adversa’, foram interditadas três farmácias e presas duas pessoas em Guarabira, e interditadas duas fábricas de gelo, que funcionavam clandestinamente no Distrito Industrial de Mangabeira, em João Pessoa. Em uma das farmácias interditadas em Guarabira, foi encontrada até maconha.
Aproximadamente 300 quilos de medicamentos foram apreendidos. A operação foi desencadeada, na quarta-feira (15), pela Agência Estadual de Vigilância Sanitária (Agevisa), Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Polícia Federal, Ministério Público Estadual e Receita Estadual.
A operação em Guarabira aconteceu das 8h às 14h e inspecionou 10 estabelecimentos, entre eles uma farmácia de manipulação. A primeira interdição aconteceu porque foi verificado acondicionamento e comercialização de medicamentos controlados clandestinamente e em desacordo com as resoluções da Anvisa. O proprietário da drogaria foi detido em flagrante e encaminhado à Polícia Federal.
Na segunda farmácia interditada foram encontrados 47 comprimidos de Pramil (contra disfunção erétil), medicamento contrabandeado e de venda proibida no Brasil. No escritório do piso superior da farmácia também foi encontrada maconha, que foi apreendida pela Polícia Federal. O proprietário do estabelecimento também foi detido. A terceira farmácia interditada não possuía autorização junto à Anvisa para funcionar. O estabelecimento também foi lacrado e o proprietário foi autuado.
Alimentos
Em João Pessoa, foram interditadas duas fábricas de gelo e apreendidos mais de cinco mil embalagens e 40 quilos de camarão. As fábricas estavam funcionando clandestinamente porque não possuíam autorização de funcionamento na Agevisa. Nas fábricas não havia controle da qualidade da água; as condições de higiene eram precárias; profissionais manipulavam os alimentos sem equipamento de higiene e não havia acondicionamento sanitário adequado. Em uma delas, inclusive, o proprietário morava dentro da fábrica. O material apreendido será eliminado.
O diretor técnico de Medicamentos e Alimentos da Agevisa, João Peixoto, explicou que a operação foi batizada de ‘Reação Adversa’ devido aos danos graves causados ao organismo humano quando tais produtos ilegais são ingeridos, a exemplo de medicamentos e alimentos clandestinos ou sem procedência, desde reações alérgicas até intoxicações graves e óbito. Além, disso, o nome também é inspirado nos ambientes adversos e alheios onde foram apreendidos os produtos ilegais.
Assessoria
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