A Paraíba registrou uma redução de 47% nas ações de desflorestamento da Mata Atlântica no período 2017-2018, em comparação ao período de 2016-2017, de acordo com um relatório divulgado neste ano de 2019 pela Fundação SOS Mata Atlântica e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. Quem comenta os efeitos desse desmatamento na Paraíba são os especialistas a infectologista Maria Benalva de Medeiros, presidente da Sociedade de Infectologia da Paraíba e Rubens Benini, gerente de estratégia de restauração florestal da organização The Nature Conservancy América Latina.

“Não precisa ser queimada, nem ser na Amazônia. Basta o homem desmatar para lotear e construir condomínios, por exemplo. É uma relação que existe há muitos anos e não se vai dar jeito. A tendência é piorar”, disse a especialista destacando que o aumento do desmatamento vem da consciência individual de cada pessoa.

Em todo o país, incluindo outras 16 unidades da federação, o bioma da Mata Atlântica abriga, segundo o Ministério do Meio Ambiente, cerca de 20 mil espécies vegetais, além de aproximadamente 850 espécies de aves, 370 de anfíbios, 270 de mamíferos e 350 de peixes.

Para Rubens Benini, a baixa cobertura no estado é preocupante. “Quando a gente chega a menos de 20% de um bioma em uma região, espécies já não conseguem se reproduzir. É preciso manter o máximo do bioma, conciliando com o desenvolvimento econômico”, explicou.

Apesar disso, a perspectiva aparenta ser positiva, já que o relatório da SOS Mata Atlântica indica que, enquanto no período de 2016-2017 haviam sido desmatados cerca de 63 hectares (ha) na Paraíba, em 2017-2018 essa área caiu para 33 ha.

Redação

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