“Estão querendo calar a voz que o PT a favor do povo”. A declaração é do único deputado federal pelo PT da Paraíba, Frei Anastácio, ao criticar o que classificou de atentado à democracia, sobre a possibilidade de cassação do registro do Partido dos Trabalhadores, em ação acatada pela Procuradoria Geral Eleitoral.

O deputado federal Frei Anastácio (PT-PB) afirmou que a tentativa do vice-procurador-geral eleitoral, Renato Grill Goés, de calar o PT, aceitando o pedido de cassação do registro partidário é um atentado à democracia.

“Estão querendo calar a voz que o PT levanta a favor do povo, da democracia e contra as atrocidades cometidas pelo Governo Bolsonaro, com as políticas de destruição dos direitos do povo e da classe trabalhadora”, afirmou o deputado.

O deputado relata que essa é uma das características de um governo fascista,tentar calar seus opositores pela força, ou qualquer meio que estiver ao seu alcance. “Já tentaram fazer isso no debate na Câmara, e não conseguiram. Tentam com as Fake News e são desmascarados a todo o momento. Investiram na intimidação e na imposição do medo, através das redes sociais, mas não obtiveram êxito. Perderam muitas investidas feitas através de proposituras, no Congresso Nacional. Isso porque eram contra o povo, a oposição se levantou, foi competente e conseguiu vitória. Sem saídas limpas, eles agora jogam sujo através da Justiça Eleitoral para tentar calar a voz, não do PT, mas do povo”, lamentou o deputado.

O parlamentar afirmou que todos que fazem o PT estão conscientes de que não há indícios, nem tampouco provas que substanciem as acusações.

“São alegações covardes e infundadas sobre dinheiro que o PT nunca recebeu do exterior. Estamos de cabeça erguida e iremos continuar lutando pelo povo, como vem acontecendo nos 40 anos de história do PT”, disse.

Leia a nota da presidente nacional do PT:

PT: 40 anos ao lado do povo!

_”O Ministério Público pode querer calar a voz da oposição, atendendo aos desejos do governo, só isso justifica a admissão de um pedido esdrúxulo e ilegal como este.”

É ultrajante e fantasiosa a admissibilidade pelo vice-procurador-geral eleitoral Renato Brill de Goés de pedido para cancelamento do registro do Partido dos Trabalhadores junto à Justiça Eleitoral.

Não há provas e nem indícios de que o PT tenha recebido recursos oriundos do exterior, o que nunca aconteceu. A decisão é arbitrária e política, sem amparo em fatos ou na realidade.

O pretexto usado pelo MP Eleitoral é irreal. Mais uma vez temos o lawfare — o uso do direito e do sistema jurídico contra o inimigo — para perseguir os adversários do regime e do atual presidente.

Na história da República, somente em períodos de arbítrio, como nos anos 40 e 60, em que ditaduras calaram a voz de opositores, partidos políticos tiveram seus registros cassados, a exemplo do Partido Comunista Brasileiro.

O PT tem 40 anos de história em defesa da democracia e do povo brasileiro, e uma longa tradição em luta pelos direitos sociais no país, contra o abuso do poder político e econômico e por uma sociedade menos desigual.

O Ministério Público pode querer calar a voz da oposição, atendendo aos desejos do governo, só isso justifica a admissão de um pedido esdrúxulo e ilegal como este.

Gleisi Hoffmann

Partido dos Trabalhadores

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