Foto: Reprodução
O influenciador digital Hytalo Santos e o marido dele, Israel Natan Vicente, participaram na manhã desta quarta-feira (12) de uma nova audiência de instrução no Fórum de Bayeux, na Região Metropolitana de João Pessoa. O casal está preso desde agosto, acusado de envolvimento em um esquema de exploração sexual de adolescentes e produção de conteúdo pornográfico envolvendo menores.
A audiência, conduzida pelo juiz Antônio Rudimacy Firmino, da 2ª Vara Mista de Bayeux, começou por volta das 9h e reuniu dezenas de pessoas no local. Foram ouvidas duas testemunhas de defesa, e os réus prestaram depoimento presencialmente pela primeira vez — a primeira audiência havia sido realizada de forma virtual, quando eles ainda estavam custodiados no Presídio do Roger.
Durante a sessão, o advogado de defesa, Felipe Casimiro, apresentou um pedido de revogação da prisão preventiva e solicitou a liberdade de Hytalo e Israel. Segundo Casimiro, não há elementos que justifiquem a manutenção da prisão, já que, de acordo com ele, as testemunhas ouvidas “confirmaram a versão da defesa e falaram a verdade”.
“A audiência de hoje foi muito positiva. Hytalo se comportou de maneira excelente, falou a verdade e demonstrou que tem sido injustiçado. Ele é um jovem que ajudou muitas pessoas e transformou vidas por meio das redes sociais. Acreditamos que até a próxima semana teremos uma decisão sobre o pedido de liberdade”, declarou o advogado ao final da audiência.
O juiz, no entanto, decidiu analisar o pedido nos próximos dias, sem definir uma data exata para o anúncio da decisão. Até lá, os dois seguem presos no Presídio do Roger, em João Pessoa.
Hytalo Santos e o marido dele foram denunciados pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) pelos crimes de tráfico de pessoas, produção de material pornográfico e favorecimento da prostituição e exploração sexual de vulneráveis.
As investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) apontam que o casal utilizava promessas de fama e vantagens financeiras para atrair adolescentes em situação de vulnerabilidade, que seriam aliciados para produção de conteúdo sexualizado.
O processo segue em fase final de instrução e é acompanhado pelo Ministério Público da Paraíba e pelo Ministério Público do Trabalho (MPT).
Redação
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