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Daniella Ribeiro fortalece política de proteção às mulheres com implantação da primeira Sala Lilás em parlamento no mundo

Jonas Pereira/Agência Senado

A inauguração da primeira Sala Lilás do mundo instalada em um parlamento marca mais um avanço na política de proteção às mulheres no Brasil. O espaço, inaugurado no Senado Federal, integra o programa “Antes que Aconteça”, idealizado pela senadora Daniella Ribeiro, e reforça a atuação preventiva no enfrentamento à violência de gênero.

Voltada ao acolhimento, orientação e encaminhamento de mulheres em situação de violência, a Sala Lilás foi pensada para oferecer um ambiente seguro, reservado e humanizado dentro do próprio Parlamento. A iniciativa ganha ainda mais relevância diante do fluxo mensal de cerca de 30 mil pessoas que circulam pelo Senado.

Segundo Daniella Ribeiro, o espaço representa um passo concreto na construção de uma rede de proteção mais eficaz. “A Sala Lilás oferece um ambiente de escuta e orientação para mulheres que sofreram violência ou buscam informação sobre o tema”, destacou.

O projeto faz parte de uma política mais ampla estruturada pela parlamentar, que inclui a criação de abrigos temporários, ações educativas, capacitação de profissionais e até o uso de tecnologia, como inteligência artificial, para monitoramento de agressores. As diretrizes do programa estão consolidadas no Projeto de Lei nº 6.674/2025, já aprovado pelo Senado e em tramitação na Câmara dos Deputados.

Durante a solenidade, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, classificou a violência contra a mulher como uma “epidemia” e destacou a importância do engajamento coletivo, especialmente dos homens, no enfrentamento do problema. Ele também reconheceu o protagonismo das senadoras na defesa de pautas sociais.

A iniciativa também foi destacada por autoridades do Judiciário. O presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministro Herman Benjamin, chamou atenção para os impactos profundos da violência doméstica, ressaltando que seus efeitos atingem não apenas as vítimas, mas toda a sociedade.

A estrutura da Sala Lilás foi planejada para atender mulheres vítimas de diferentes formas de violência, inclusive no ambiente de trabalho, com suporte psicológico, assistência social e atendimento especializado. O modelo, segundo a diretoria do Senado, foi concebido para servir de referência a outras instituições no Brasil e no mundo.

A líder da Bancada Feminina, Professora Dorinha Seabra, reforçou que a proposta vai além da resposta à violência, priorizando a prevenção. “Não queremos apenas contabilizar vítimas. Queremos impedir que a violência aconteça”, afirmou.

Na avaliação de Daniella Ribeiro, iniciativas como a Sala Lilás materializam um novo modelo de política pública: mais humana, preventiva e integrada. A expectativa é que a ação inspire a replicação do projeto em outros parlamentos e instituições, ampliando a rede de proteção e contribuindo para salvar vidas.

PB Agora

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