Por pbagora.com.br

Católicos do mundo inteiro, abrem neste domingo com a procissão e Missa de Domingo de Ramos, a Semana Santa. Sob a luz da fé, os cristãos celebram todo itinerário de Jesus e o mistério de sua paixão morte e ressurreição, desde a prisão, o julgamento, morte na cruz e a ressurreição.

A procissão dos Ramos, conforme enfatizou o bispo diocesano de Campina Grande dom Manoel Delson, lembra a triunfal entrada de Jesus em Jerusalém antes de ser preso. Para dom Delson, a Semana Santa é o grande momento litúrgico do ano, quando celebramos o mistério central de nossa fé: a Ressurreição de Jesus.

“A celebração do Domingo de Ramos lembra a entrada de Jesus em Jerusalém, aonde vai para completar sua missão, que culminará com a morte na cruz. Os evangelhos relatam que muitas pessoas homenagearam a Jesus, estendendo mantos pelo chão e aclamando-O com ramos de árvores. Por isso, hoje os fiéis carregam ramos, recordando o acontecimento. Imitando o gesto do povo em Jerusalém, querem exprimir que Jesus é o único mestre e Senhor” observou.

O ponto alto da Semana Santa é o Tríduo Pascal (ou Tríduo Sacro), que se inicia com a missa vespertina da Quinta-feira Santa e se conclui com a Vigília Pascal, no Sábado Santo. Os três dias formam uma só celebração, que resume todo o mistério da Páscoa. Por isso, nas celebrações da quinta-feira à noite e da sexta-feira à tarde não se dá a bênção final; ela só será dada, solenemente, no final da Vigília Pascal.

Na Quinta-feira Santa de manhã (ou em outro dia que as necessidades pastorais aconselharem) celebra-se a instituição da Eucaristia e do Sacerdócio ministerial. A Eucaristia é o sacramento do Corpo e Sangue de Cristo, que se oferece como alimento espiritual. Pela manhã só há uma celebração, a assim chamada Missa do Crisma que, em nossa Arquidiocese, será celebrada na Catedral Metropolitana, na Avenida Chile, quando todos os sacerdotes irão renovar seus compromissos presbiterais. Nesta Missa do Crisma acontece a bênçãos dos óleos dos catecúmenos e enfermos. E há também a consagração do óleo do Crisma. Ao final, entregaremos um frasco aos presbíteros para que os levem às suas paróquias, para a utilização na celebração dos sacramentos neste ano.

Na quinta-feira à noite acontece a celebração solene da Missa em que se faz memória da instituição da Eucaristia, do mandato do amor ao próximo e do Sacerdócio ministerial. Nessa missa, realiza-se a Cerimônia do Lava-pés, em que o celebrante recorda o gesto de Cristo, que lavou os pés dos seus apóstolos.

Esse gesto procura transmitir a mensagem de que o cristão deve ser humilde e servidor.
Nessa celebração também se recorda o mandamento novo que Jesus deixou: “Eu vos dou um novo mandamento, que vos ameis uns aos outros assim como Eu vos amei”. Comungar o corpo e sangue de Cristo na Eucaristia implica a vivência do amor fraterno e do serviço. Essa é a lição da celebração.

 

Na Sexta-feira Santa, segundo o religioso, a Igreja contempla o mistério do grande amor de Deus pelos homens. Ela se recolhe no silêncio, na oração e na escuta da Palavra Divina, procurando entender o significado profundo da morte do Senhor. Será o momento de reviver a Paixão de Jesus e todos os passos qu Ele deu até o Calvário. O ponto alto da liturgia é a Vigília Pascal, quando os cristãos celebram a Ressurreição de Jesus.

Programação:

A programação da Semana Santa em Campina Grande começa neste domingo, na Catedral de Nossa Senhora da Conceição, com a missa do Domingo de Ramos. A celebração será realizada às 10h, depois de uma procissão simbólica, que sairá da praça que fica ao lado da igreja em direção ao seu interior. De segunda a quinta-feira serão realizados ofícios ao meio-dia. Em todas as paróquias de CG haverá missa de Ramos neste domingo. Mais de 50 celebrações serão realizadas hoje ao longo do dia e em horários diferentes.

 

Na quinta-feira, véspera da Paixão de Cristo, o Clero se reunirá às 8h30 na Catedral para a Missa dos Santos Óleos. Nesse mesmo dia, às 17h, o bispo celebrará a Missa de Lava-pés. Já na sexta-feira, dia da Paixão e Morte de Jesus, a tradicional Procissão do Senhor Morto, que percorre as principais ruas da cidade, será realizada a partir das 15h. No sábado, a celebração da Bênção do Fogo e a Vigília Pascal terá início às 20h.

 

Arquidiocese – Missas na Catedral Basílica de Nossa Senhora das Neves, no Centro de João Pessoa, e no Colégio Pio X, no bairro de Tambiá na Capital, neste domingo de Ramos, marcam o início da Semana Santa pela Arquidiocese da Paraíba.

 

O padre Luciano Guedes da Silva, pároco da Catedral diocesana de Nossa Senhora da Conceição, frisou o real sentido da Semana Santa e pediu para que, ainda em clima de Quaresma, cada um possa viver os mistérios da paixão, morte e ressurreição de Jesus. “Os mistérios da Semana Santa representam a nossa própria vida. A celebração de amanhã (Domingo de Ramos) vai dizer que a cidade de Jerusalém grita hoje “Hosana” e depois grita “Crucifica-o.”

Para ele, a contradição humana, vivida entre a recepção a Jesus em Jerusalém, quando o povo grita “Hosana, Hosana”, recebendo o Messias montado em um jumento, agitando os ramos das árvores (retradada na celebração do Domingo de Ramos) e a condenação de Jesus, quando o povo pede a sua crucificação, representa a nossa própria vida.

“A morte de Jesus, como descreve o Evangelista João, é a consequência de uma vida inteira, para reunir o que existe numa vida humana, nossos fragmentos, a vida humana tão marcada e tão cheia de cegueira. A morte de Jesus é para reunir tudo o que está disperso em nossa vida”, afirmou o padre Luciano Guedes.

Ele pede para que cada um viva a Páscoa num reencontro pessoal. “Que os pedaços da nossa vida sejam reunidos agora na Páscoa; que nossa vida humana seja reunificada em Deus”. “Vamos permitir que nossa vida espiritual seja reencontrada pelo Senhor; que ela seja encontrada e dignificada pela vida de Jesus, entregue na cruz para nos dar salvação, vida e eternidade”, disse ele, lembrando que, até a quarta-feira haverá confissão para os fiéis na própria Catedral.

Padre Luciano pediu para que os fiéis não apenas celebrem a Semana Santa como uma tradição da igreja, mas vivendo a Páscoa em suas vidas. “Queremos olhar para Jesus como o Senhor da Vida, para vivermos cheios, marcados pelos mistérios de Deus. Que tenhamos a verdadeira Semana Santa, para que nossa vida seja digna do Senhor”.

PBAgora

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