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Comunidade do Cajá se torna paraíso das parabólicas na Paraíba

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É uma questão cultural. Há pouco mais de 10 anos atrás os moradores da comunidade de Nova Cuba, pertencente a cidade de Caldas Brandão, na Paraíba, mais conhecida como o Cajá, não tinham sequer energia elétrica. A luz só chegou no começo do ano 2000. Quebrando paradigmas, a chegada da energia elétrica impulsionou um dos fenômenos culturais do pequeno vilarejo. Na era digital, da tecnologia e do celular, as pessoas simples, que vivem do campo, passaram a investir na compra de antenas parabólicas erguida em suas casas.

 

A Paraíba e hoje já é um dos estados que se destaca com o maior número de antenas parabólicas instaladas no Nordeste. Caldas Brandão, importante cidade paraibana, erguida nas margens da BR 230, entre João Pessoa e Campina Grande, é um exemplo desse novo momento. Nova Cuba, já ganhou o título de “recanto das parabólicas”. Nas casas simples, os moradores que antes só recebiam em canal aberto um ou dois sinais de TV e com qualidade razoável, agora tem o mundo ao alcance dos olhos.

As antenas fazem parte do cenário da comunidade. Nas casas simples, construídas de taipa, os moradores não abrem mão de ter acesso a imagem de qualidade.

A agricultora Maria José de 62 anos, revelou ao PBAgora que comprou a antena para ter uma boa imagem em casa. Isso porque, antes, os canais não pegavam em sua casa. “Comprei botei na casa da vizinha e depois coloquei na minha casa”, diz.

 

Com seu José da Silva, de 72 anos não foi diferente. Acostumado com o roçado, o aposentado também se rendeu a “novidade” e garante que a boa imagem lhe motivou a fazer o investimento. Aposentado, e morando sozinho, a TV é uma companheira, e mesmo na casa de taipa, a antena tem seu lugar reservado. “É uma antena melhor que pega mais canais”, disse.

 

A comunidade Nova Cuba surgiu há mais de 50 anos conforme revelou seu José da Silva, 78 anos, um dos mais antigos moradores da localidade. Internet no lugarejo é raridade e só pode ser encontrada na Lan house de Cassiano que dispõe de apenas 4 computadores.

 

Morando numa casinha muito simples, Antonia de Oliveira 73, improvisou a instalação da antena parabólica numa estaca em frente de sua casa e disse que foi a melhor coisa que comprou até hoje. “Aqui nós temos reza, filmes, novelas e muita coisa bonita o dia todo”, disse.

 

Antonia disse ainda que não perde nenhuma missa nos canais religiosos e a sala fica cheia de vizinhos ”. Somos cativos da TV Século 21 e adoramos as pregações do Frei Rinaldo”, disse afirmou que mesmo morando em um local distante da capital, fica sabendo de tudo que se passa por todo canto do mundo”.

 

Atualmente existem 31 canais disponíveis na parabólica, com uma grande variedade que vai, desde educativos a populares, uma opção econômica para quem não tem condições de pagar altas mensalidades de TV por assinatura. Hoje, o preço de uma antena parabólica varia entre R$ 250,00 e R$ 300,00 e pode ser financiada em dez vezes.

 

Surpreendentemente o número de antenas parabólicas instaladas em todo país tem crescido numa proporção alarmante. A região nordestina se destaca das demais e é aqui no Nordeste onde mais se vende parabólicas no Brasil. Segundo levantamentos feitos recentemente, o nordestino, mesmo aqueles residentes nos mais distantes vilarejos da região, não deixa faltar uma antena parabólica em sua casa.

 

No Brasil existem mais de 30 milhões de antenas parabólicas instaladas. Em muitas localidades, principalmente na zona rural ou em pequenos municípios do interior é difícil encontrar uma casa sem parabólica. Em muitas casas o rádio deu lugar a TV, que recebe os sinais da parabólica sem chuvisco e a variedade de canais fascina quem mora na zona rural.

 

As informações que antes eram raras a eles, hoje chegam diariamente em milhões de lares em tempo real. Mesmo nas cidades, o número de parabólicas lidera em comparações com as antenas comuns. Tudo isso se deve ao marasmo das emissoras afiliadas das grandes redes que, ao longo de décadas, desprezaram o interior, dando preferência as capitais e as regiões metropolitanas.


PBAgora com informações de Severino Lopes

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