Por pbagora.com.br

A abertura da comporta e da válvula de dispersão da Barragem de Acauã não acarreta nenhuma preocupação para as populações ribeirinhas. A garantia foi dada pelos engenheiros da Defesa Civil Estadual, Robério de Paiva Ribeiro e Olinto José Paulo Neto, que acompanharam o procedimento na manhã desta sexta-feira (15), ao lado de técnicos da Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (AESA).

A liberação da água do reservatório ocorreu por volta das 9h30, sob o olhar atento de vários curiosos. Naquele momento, a lâmina do sangradouro apresentava 65 centímetros de altura e, pouco mais de uma hora depois já alcançava 67 centímetros. “Isso é normal e dentro do esperado”, explicou Robério Paiva.

O volume do rio Paraíba começou a aumentar com a abertura da comporta. A Defesa Civil comunicou às prefeituras dos municípios no curso do rio, pedindo que alertassem as populações ribeirinhas sobre o fato, embora a vazão não acarretasse maiores problemas.

A Barragem de Acauã está sangrando desde o final da tarde da quarta-feira (13). O manancial armazena normalmente cerca de 250 milhões metros cúbicos de água em 46 metros de profundidade. “O fechamento da comporta será decidido pela AESA)”, disse o engenheiro Olinto Neto.

O rio Paraíba banha as cidades de Salgado de São Félix, Itabaiana, Pilar, São Miguel de Taipu, Cruz do Espírito Santo, Santa Rita, Bayeux e algumas comunidades de João Pessoa localizadas nos bairros do Alto do Mateus e Ilha do Bispo. Moradores dessas localidades e as defesas civis municipais já foram alertados.

A AESA e a Defesa Civil Estadual estão monitorando 122 açudes gerenciados pelo Governo do Estado e as precipitações pluviométricas nessas localidades. O coronel Sinval Pinheiro Borges, gerente executivo da Defesa Civil, disse que os açudes estão sangrando dentro do esperado, deixando a população paraibana mais tranquila.

Renovação da água – A presidente da AESA, Cybelle Frazão, informou que o objetivo da abertura da comporta é também aproveitar o período de chuvas para promover a renovação da água acumulada no porão do reservatório.

Ainda segundo ela, o procedimento auxilia a saída do volume de água armazenado na barragem e que tem aumentado devido às chuvas e ao aporte hídrico proveniente das sangrias do açude Epitácio Pessoa (Boqueirão). “Normalmente, quando o reservatório atinge capacidade máxima, o excesso começa a ser expelido através do sangrador e em seguida pelas comportas”, justificou.
 

 

Assessoria

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