O presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves, confirmou para a primeira quinzena de maio a comissão geral no Plenário sobre a Seca No Nordeste, atendendo a requerimento do deputado federal Leonardo Gadelha (PSC-PB). “Não é para apenas discutir, mas queremos votar na semana seguinte projetos que ofereçam solução estruturante”, afirmou o presidente da Câmara. “O tema se repete há séculos, mas fica sempre na questão emergencial”, disse. A comissão geral suspenderá todos os trabalhos na Câmara por um dia para debater exclusivamente a seca.
Gadelha, autor da proposta, comemorou. “É muito oportuna a decisão do presidente da Câmara, porque poderemos ouvir grandes estudiosos dessa temática, além de pegar a experiência do homem simples. Ou seja, receberemos informações tanto de quem se debruça sobre o tema no meio acadêmico, como de quem vivencia isso no dia-a-dia, para discutir as técnicas que visam a minorar os efeitos da seca, que ajudem a melhorar a convivência do homem sertanejo, nordestino com este fenômeno”, explicou o parlamentar.
Em fevereiro, Leonardo Gadelha preparou requerimento e recolheu as assinaturas de mais de 170 parlamentares, que apoiaram a proposta. No documento protocolado na Câmara, o deputado sugeriu nomes de participantes da Paraíba e do Nordeste. “Espero que estudiosos e pessoas de setores representativos do Nordeste possam ser convidados para esse debate, e que nós, do segmento político, possamos expressar o sentimento do povo nordestino neste instante”, disse Gadelha.
Entre os nomes sugeridos pela parlamentar de Sousa (PB), estão o presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba, deputado estadual Ricardo Marcelo, responsável pelo Movimento SOS Seca, e acadêmicos, como o professor Luiz Carlos Molion, da Universidade Federal de Alagoas, autor de um estudo que possibilita prever quando será a próxima seca observando o esfriamento das águas do Oceano Pacífico.
“Também será convidado o Padre Djaci, que vivencia há muitos anos o dia-a-dia das agruras da seca. Ele já foi pároco da comarca de Santa Cruz e hoje é no Vale do Piancó, duas das regiões mais secas da Paraíba. Ele sabe muito bem o que enfrenta o homem do campo, o sertanejo, o nordestino”, afirmou Gadelha.
O deputado federal disse que serão apresentadas na comissão geral propostas para que os poderes públicos e a sociedade civil organizada possam se balizar na formulação de políticas e de ações para que no futuro estas secas não causem tantos transtornos como atualmente. “O fundamental é compreender o fenômeno da seca, poder prevê-lo e ter ações para que a vida do sertanejo seja menos sofrível. A gente precisa se preparar melhor, aplicar melhor o dinheiro, ser mais eficaz.”
Com informações da Agência Câmara








