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Com chuvas intensas, Açude de Boqueirão deve atingir 60% da capacidade já em maio, mas não deve sangrar

Foto: Aesa

Água em abundância. Com as últimas chuvas, o Açude Epitácio Pessoa, situado em Boqueirão, principal reservatório responsável pelo abastecimento de Campina Grande e mais 19 municípios do Compartimento da Borborema, ultrapassou os 50,08%  de sua capacidade, segundo os dados da Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa). 

O açude, construído pelo Departamento de Obras Contra a Seca (DNOCS), há mais de 60 anos, se encontra com mais de 237 milhões de metros cúbicos de água, impulsionado por chuvas e pela transposição do Rio São Francisco.

De acordo com dados atualizados da Agência Executiva de Gestão das Águas , o manancial segue em recuperação gradual, refletindo o período de chuvas na região. Responsável pelo abastecimento de Campina Grande e de outras 20 cidades do compartimento da Borborema, o açude é considerado estratégico para a segurança hídrica do interior paraibano.

O número consolida uma recuperação considerada histórica para o principal manancial do Compartimento da Borborema e reforça a segurança hídrica de Campina Grande e das cidades atendidas pelo sistema adutor.

O crescimento acelerado do açude é reflexo direto da intensa recarga registrada desde o início do ano, especialmente nas últimas semanas, quando as precipitações se concentraram sobre o Cariri paraibano e em toda a bacia hidrográfica que deságua no reservatório.

Somente no mês de abril, Boqueirão recebeu mais de 33 milhões de metros cúbicos de água nova. Somados os aportes de março e abril, o incremento já supera 50 milhões de metros cúbicos, configurando uma das maiores elevações dos últimos anos.

A marca de 50% da capacidade foi ultrapassada na última sexta-feira, quando o manancial atingiu 50,08% do volume total armazenável. O índice é considerado simbólico por representar a consolidação de um cenário de tranquilidade no abastecimento após anos de preocupação com estiagens prolongadas e risco de racionamento.

Com a permanência das chuvas, rios afluentes em alta vazão e o solo já saturado, a tendência é de continuidade na subida do nível ao longo dos próximos dias. Pelas projeções do monitoramento hídrico, Boqueirão deve avançar rapidamente durante o mês de maio até alcançar a faixa dos 60%, consolidando um dos cenários mais positivos para o abastecimento de Campina Grande e região em muitos anos.

Foto: Aesa

Apesar das fortes chuvas registrada na Paraíba nos meses de abril e começo de maio, e das águas advindas do Rio São Francisco, o açude de Boqueirão não deve sangrar este ano.

Com capacidade para armazenar 411,686 milhões de metros cúbicos de água, o manancial foi inaugurado em 16 de janeiro de 1957 e logo se transformou na principal fonte de abastecimento de Campina Grande.

Desde a inauguração, em 1957, Boqueirão sangrou 18 vezes, nos anos de 1967, 1968, 1973, 1974, 1975, 1976, 1978, 198, 1984, 1985, 1986 1989. Depois ele passou 15 anos sem sangrar.

Na última vez que o açude sangrou em 2011, a população fez festa para comemorar o espetáculo proporcionado pela natureza. Quando o açude de Boqueirão sangrou pela última vez, , ele teve a melhor fase de sua história. Segundo os dados da Aesa, ele passou 202 dias transbordando água ininterruptamente.

Em 2020, com as cheias dos rios Taperoá e Paraíba, o açude Epitácio Pessoa, em Boqueirão atingiu 63,7% do volume total e ficou a quatro metros para atingir a capacidade máxima e sangrar.Há 15 anos, a população sonha em ver a 19ª sangria do açude.

Severino Lopes

PB Agora

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