O pré-candidato a prefeito de João Pessoa e deputado estadual Wilson Filho (PTB) criticou em suas redes sociais a medida da Prefeitura de Cabedelo por determinar a reabertura do comércio, contrariando as orientações sanitárias do Governo do Estado e da Organização Mundial de Saúde (OMS). Com o decreto, publicado no semanário oficial de 8 a 12 de junho, cerca de 80 lojas do Manaíra Shopping poderiam ser reabertas, por estarem localizadas nos limites territoriais do município litorâneo vizinho. O decreto foi derrubado por meio de decisão liminar da 4ª Vara Mista de Cabedelo, a pedido do Ministério Público da Paraíba (MPPB).

Uma das justificativas da gestão era a de que o município apresenta baixa letalidade por covid-19, o que não se sustenta, uma vez que a população da cidade é flutuante e pode estar sendo diagnosticada ou, infelizmente, vitimada da doença em outros municípios. Assim, a ação da gestão de Cabedelo pode resultar no colapso da saúde da capital, uma vez que apresenta, proporcionalmente, o maior índice de contaminação da doença entre as cidades da fazem limite com João Pessoa. Santa Rita e Bayeux, que possuem números bem menores que Cabedelo, mantêm o comércio fechado e seguem as recomendações das autoridades de saúde.

“Uma atitude que pode ser a responsável pelo colapso de todo sistema de saúde em João Pessoa, visto que, tanto a cidade de Cabedelo como o Manaíra Shopping passarão a ser indutores da propagação do vírus. Não podemos admitir que João Pessoa seja penalizada, nem que o trabalho feito pelo Governo do Estado que, até agora, garantiu o combate da pandemia sem que houvesse um colapso seja jogado fora”, alertou Wilson Filho.

Apesar da repercussão negativa, a gestão do prefeito Vitor Hugo já anunciou que irá recorrer da decisão judicial – movimentação esta que Wilson Filho lamenta prestando o seu apoio ao Ministério Público e à Procuradoria-Geral do Estado no embate jurídico que deverá ser travado nos tribunais. “O prefeito Vitor Hugo tem diversas qualidades. É um bom gestor, e creio que foi levado ao erro e, infelizmente, está insistindo no erro. Não podemos ficar calados”, ponderou.

O parlamentar tem oito leis aprovadas no combate à pandemia, dentre elas, uma que proíbe o corte de serviços essenciais durante o decreto de calamidade pública bem como o despejo por falta de pagamento do aluguel.

 

Redação

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