Oposição lamenta perda de vagas de emprego e situação alega falta de documentação da empresa para justificar o embargo

Durante a sessão ordinária da Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP), desta quarta-feira (13), vereadores das bancadas de situação e oposição debateram sobre o embargo da Prefeitura da Capital à obra de um empreendimento do grupo Ferreira Costa. Os oposicionistas lamentaram a perda de vagas de emprego e a falta de diálogo do Executivo, enquanto os governistas justificaram que o embargo se deve a questões legais.

“Eu queria apelar para a sensibilidade do prefeito Luciano Cartaxo (PSD) nesta questão. Nós vivemos uma das piores crises dos últimos anos, com um grande número de desempregados, e a instalação de uma empresa do porte desta traria um torno de 500 empregos diretos, fora os indiretos”, apontou o vereador Eduardo Carneiro (PRTB).

O líder da oposição, vereador Bruno Farias (PPS), disse que os pessoenses foram pegos de surpresa pelo embargo da obra, que, segundo ele, já dispunha de todas as licenças para a instalação. “A obra foi embargada sem que ninguém saiba o motivo, a Prefeitura não teve sequer o cuidado de esclarecer à população os motivos do embargo. E aí, chovem especulações sobre interferências políticas ou até da concorrência, da força do poder econômico”, criticou o líder. Bruno também lamentou a perda de receita tributária para a cidade caso o empreendimento não seja instalado.

O vereador Marmuthe Cavalcanti (PSD) saiu em defesa do Executivo e disse que, ao contrário do que foi dito pela oposição, o prefeito Luciano Cartaxo tem demonstrado total interesse em ver o desenvolvimento econômico da cidade e jamais seria contra a construção de um empreendimento tão importante quanto este. “O que de fato acontece é que as exigências legais para a instalação deste equipamento não estão sendo cumpridas, e ninguém está acima da lei”, afirmou.

Marmuthe ainda ressaltou que o prefeito teve o cuidado de enviar uma nota à imprensa esclarecendo os motivos do embargo, na qual informa que o único problema existente era a inadequação do projeto inicialmente apresentado e o executado pela empresa. “Cumpridas as exigências legais e aprovada a nova versão do projeto as licenças adicionais serão emitidas e o embargo imediatamente retirado. Então, está claro que a Prefeitura não tem colocado nenhum obstáculo para realizar investimentos, seria um contrassenso. Mas ninguém vai colocar em risco a vida de cidadãos”, avaliou.

O vereador Leo Bezerra (PSB) voltou a criticar a falta de diálogo da Prefeitura com a população, vereadores, empresários e categorias. “A população de João Pessoa não quer debater através de nota. Eu gostaria que o prefeito não emitisse nota, e sim chamasse a equipe técnica para discutir e encontrar algum meio de solucionar o problema. Se é um entrave técnico, porque antes de embargar a obra não convidou a empresa para dialogar? Insisto em dizer que o problema está na falta de diálogo”, disparou.

 

Assessoria

Total
0
Compartilhamentos
Deixe seu Comentário
Notícias relacionadas

Incêndio em apartamento deixa duas pessoas feridas, no Geisel

Um curto-circuito em um ventilador pode ter causado um incêndio em um apartamento, localizado no Geisel, em João Pessoa que culminou com duas pessoas feridas no início da tarde desta…

Motoristas de ônibus suspendem greve e devem receber salários nesta 4ª feira

A paralisação dos motoristas de transporte público de João Pessoa, anunciada para acontecer nesta terça-feira (22), não será mais realizada. A decisão foi tomada durante uma reunião que aconteceu na…