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CMCG homenageia a mulheres

A Câmara Municipal de Campina Grande realizou na manhã desta quinta-feira (07) uma Sessão Especial para homenagear o Dia Internacional da Mulher. A sessão de autoria do vereador Napoleão Maracajá (PCdoB), foi presidida pela vereadora Ivonete Lugério (PSB), uma mulher com mandato na Casa.

 

O prefeito Romero Rodrigues foi representado pela secretária de Cultura do município, professora Marlene Alves. A primeira dama do município, Micheline Veiga, fez parte da mesa, enquanto que a drª Lucimar Ramos, mãe do vereador Rodrigos Ramos, esteve representando as mães dos vereadores.

 

O primeiro vereador a ocupar a Tribuna foi Napoleão Maracajá, autor da propositura. Ele justificou os motivos da sessão e alertou para o crescimento da violência praticada contra a mulher. Segundo o vereador, de cada 10 mulheres 7 serão violentadas de alguma forma.

 

Na ocasião, ele também prestou uma homenagem a todas as mulheres que lutam pela sobrevivência no Estado, e, particularmente em Campina Grande, se transformando em verdadeiras guerreiras. ” Gostaria de homenagear as mulheres invisíveis Aquelas que catam lixo, que empurram um carrinho de milho todos os dias para sobreviver. Gostaria de homenagear as mulheres pobres, que não recebem o apoio necessário dos poderes públicos” homenageou.

 

O vereador também lembrou da ex-vereadora de Campina Grande Cozete Barbosa, e disse que a petista teve uma passagem marcante pela Casa de Félix Araújo.

 

Palestrante da sessão, a delegada da Mulher em Campina Grande Herta França falou a respeito da discriminação contra a mulher e pediu uma maior reflexão sobre o tema. Do alto da Tribuna, também destacou os avanços da aplicação da Lei Maria da Penha e das conquistas alcançadas pelas mulheres no passar dos anos.

 

Herta de França destacou que mais de 700 casos de agressão contra a mulher foram registrados em 2012 na Paraíba e somente este ano, mais de 100 casos de agressão contra a mulher já foram registrados nos primeiros meses. delegada Herta de França explicou que existe um plantão descentralizado durante os finais de semana, na delegacia da mulher.

 

Representando as mulheres jovens, a estudante do curso de Serviço Social da UEPB, Francielly Silva, falou da mulher na política e de sua luta para vencer o preconceito.

 

Em seguida a secretária de Cultura Marlene Alves ocupou a tribuna e destacou as lutas cotidianas das mulheres. Marlene lamentou que a mulher ainda ocupa um espaço de sub-representação nos espaços públicos. A sindicalista Lourdes da Silva, representante da União Nacional das Mulheres, também ocupou a tribuna para falar das conquistas alcançadas pelas mulheres nos últimos anos. Ela fez um apelo ao Governo do Estado para que as delegacias das mulheres sejam abertas também nos finais de semana. Entretanto, observou que não há equipamento nem pessoal suficiente para que as delegacias permaneçam abertas nos finais de semana. O que, segundo ela, não significa dizer que as delegacias não funcionem.

 

Segundo a delegada são nos finais de semana que existem as maiores ocorrências de agressores às mulheres. Já a professora A professora Mônica, da UEPB, pediu um tratamento igualitário para os professores universitários.

 

No final os vereadores prestaram homenagens a personalidades ilustres como Margarina Motta Rocha, a empresária Maysa Gadelha, a professora Marlene Alves, a Kátia Cristina Vasconcelos, a Micheline Rodrigues da Veiga, a delegada Herta Franca, a vereadora Ivonete Ludgério e teatróloga Lourdes Ramalho. A mãe do prefeito Romero Rodrigues, dona Antonieta Rodrigues, também é homenageada pela data comemorativa ao Dia da Mulher.

 

O Dia Internacional da Mulher é celebrado a 8 de Março. É um dia comemorativo para a celebração dos feitos econômicos, políticos e sociais alcançados pela mulher.

 

A ideia da existência de um dia internacional da mulher foi inicialmente proposta na virada do século XX, durante o rápido processo de industrialização e expansão econômica que levou aos protestos sobre as condições de trabalho. As mulheres empregadas em fábricas de vestuário e indústria têxtil foram protagonistas de um desses protestos em 8 de Março de 1857 em Nova Iorque, em que protestavam sobre as más condições de trabalho e reduzidos salários.

 

Severino Lopes

PB Agora

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