Categorias: Paraíba

CGE: desequilíbrio fiscal da década

PUBLICIDADE

A Controladoria Geral do Estado (CGE) divulgou nesta segunda-feira (17) o Relatório Resumido da Execução Orçamentária (REO) relativo ao 6° bimestre/2010. O documento revela um acréscimo de R$ 521 milhões para pagamento da folha e aponta um déficit acumulado de R$ 400 milhões entre a arrecadação e despesas totais do Estado. “Este quadro evidencia o maior desequilíbrio fiscal da Paraíba nos últimos dez anos”, analisa o secretário Luzemar Martins.

Com base na totalização orçamentária, no ano passado foram gastos R$ 6,2 bilhões contra uma arrecadação de R$ 5,8 bilhões. O desnível foi impulsionado principalmente pelo aumento de 19% das despesas com Pessoal – o dobro do índice de crescimento da Receita Corrente Líquida (RCL), fixado em 8%, em 2010. Ao final de 2010, o montante destinado apenas ao pagamento dos servidores dos órgãos da administração direta e indireta chegou a R$ 3,3 bilhões, meio bilhão a mais do que o registrado no ano anterior.

O valor representa 67,6% da RCL, extrapolando o limite de até 60%, determinado pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) para pagamento da folha (referente a soma de todos os Poderes). Para se ter uma idéia do avanço de despesas com pessoal, em 2009 tais gastos representaram 61% da RCL, pouco mais de R$ 2,7 bilhões.

Infração à LRF começou em 2009 – De acordo com o Relatório Resumido da Execução Orçamentária, o descumprimento da LRF foi deflagrado em abril de 2009, quando o Estado passou a desobedecer aos limites de gastos com pessoal fixados na LRF. Mesmo com as contas já comprometidas, o déficit fiscal do Estado deve sofrer alterações para pior. É que, de acordo com Luzemar, ainda restam a inclusão de despesas realizadas em 2010, ainda não consolidadas.

São gastos que, de acordo com Luzemar, não foram sequer registrados no exercício financeiro de 2010 e contabilizam até o momento cerca de R$ 200 milhões. “A situação fiscal torna-se pior quando, dia a dia, surgem despesas realizadas em 2010, porém não empenhadas nem registradas no mesmo ano”, revela Luzemar. Estas despesas são relativas à locação de imóveis e veículos, telefone, água e energia, contribuições previdenciárias, medicamentos e folha de produtividade. Gastos atingiram pico em dezembro – Com mais de R$ 1,3 bilhão em despesas, o mês de dezembro foi o que mais pesou na execução do Orçamento Geral do Estado (OGE) de 2010, representando, naquele exercício financeiro 21,3% de toda a Despesa Orçamentária do ano, totalizada em R$ 6,2 bilhões. Para Luzemar “o recorde de gastos em apenas um mês significa desrespeito ao regime legal de registro da despesa pública – o regime da competência”.

Saúde e educação desfalcados em 2010 – Além dos gastos excessivos com a folha, em 2010, o Estado não atendeu aos valores mínimos de aplicações em saúde (12%) e educação (25%). De acordo com o secretário Luzemar, as despesas pagas relativas à educação atingiram pouco mais de 24% da receita, enquanto na saúde não ultrapassaram o índice de 10,43% das receitas de impostos mais transferências.

O diagnóstico da Controladoria Geral do Estado detectou outros indícios de irregularidades em 2010, tais como a transferências de valores entre conta corrente do Governo do Estado e contas de supostos fornecedores do Estado sem registro no Sistema Integrado de Administração Financeira do Estado (SIAF).

Recursos de convênio federal usados para pagar folha – Foi observado ainda o registro do uso de recursos de convênio com o Ministério da Educação para pagamento de folha de pessoal da Secretaria de Educação e Cultura, e pagamento de acordos administrativos sem participação da Procuradoria Geral do Estado, implicando em reconhecimento de dívida sem o concurso da Secretaria de Finanças.

A lista de procedimentos em desacordo com as determinações constitucionais ainda inclui o pagamento de supostas dívidas de exercício anterior referente a contratos não vigentes em 2010 e “a contratação de pessoal sem prévio concurso público ou processo seletivo simplificado quando o Estado se encontrava legalmente impendido por conta do descumprimento dos limites da LRF desde abril de 2009”, arremata Luzemar Martins.

 Secom PB

 

PUBLICIDADE

Últimas notícias

Nacional de Patos supera o Pombal e conquista os três primeiros pontos na estreia do Paraibano 2026

O Nacional de Patos iniciou o Campeonato Paraibano 2026 com uma vitória segura, por 3…

18 de janeiro de 2026

Ainda sem Nenê, Botafogo-PB empata com Esporte de Patos na estreia do Paraibano

Botafogo-PB e Esporte de Patos ficaram no empate em 1 a 1 na manhã deste…

18 de janeiro de 2026

Treze vence Serra Branca na estreia do Paraibano com gols de Ryan e Pedro Igor

O Treze estreou no Campeonato Paraibano de 2026 com uma vitória sobre o Serra Branca,…

18 de janeiro de 2026

Inmet emite alerta de chuvas intensas para 35 cidades do Sertão paraibano

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta de chuvas intensas para 35 municípios…

18 de janeiro de 2026

Hugo Motta diz que Câmara dará tramitação rápida para validar acordo Mercosul-UE

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), celebrou a formalização do acordo comercial…

18 de janeiro de 2026

Campina Grande oferece 1.391 vagas de emprego através do Sine Municipal

Campina Grande , conforme cadastro do Sine Municipal e da Secretaria de Assistência Social (Semas),…

18 de janeiro de 2026

Notice: ob_end_flush(): Failed to send buffer of zlib output compression (1) in /home/newpbagora/public_html/wp-includes/functions.php on line 5464

Notice: ob_end_flush(): Failed to send buffer of zlib output compression (1) in /home/newpbagora/public_html/wp-includes/functions.php on line 5464