Os motoristas de ônibus urbanos de Campina Grande não poderão mais exercer a função de cobrador. A decisão foi tomada pela juíza da terceira vara da fazenda pública, Nayara Queiroz Mota de Sousa, e publicada ontem. A Superintendência de Trânsito e Transportes Públicos (STTP) deverá fazer a fiscalização para que a determinação seja cumprida, mas as empresas vão recorrer.
Os cerca de 480 motoristas comemoram o fim do exercício da dupla função, mas disseram que estão apreensivos com a decisão. O motivo seria o custo para tornar esta resolução uma prática em todos os ônibus. “É algo realmente importante para o trabalhador que terá seus direitos garantidos, mas por outro lado será que as empresas vão conseguir pagar por outro profissional que possa exercer esta função?”, questionou o presidente do sindicato dos motoristas de ônibus da cidade, Antonino Macedo.
Os usuários do transporte público também gostaram da ideia, apesar do medo de ter que pagar mais caro pela passagem. Isso porque seriam vários os motivos para que esta dupla função não aconteça. “Com o motor ista tendo que pegar o dinheiro e passar o troco para os passageiros, acontece o atraso nas viagens. Os ônibus passam muito tempo parados e um percurso curto acaba precisando de um tempo a mais para ser feito”, explicou o estudante Douglas Junior, 22 anos.
O superintendente da STTP, Félix Neto, falou que passar o troco com o ônibus em movimento é proibido. De acordo com ele, condutores e empresas podem ser punidas se forem pegos em flagrante cometendo a infração. “Já foram feitas várias palestras, mostrando que o troco precisa ser passado com o veículo parado”, afirmou.
Redação
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