Com forte arregimentação de entidades filiadas, da Capital e do interior do estado, várias centrais sindicais de trabalhadores públicos e privados promovem novos protestos, nesta quarta-feira (15), no Centro de João Pessoa, contra o projeto de terceirização na prestação de serviços público-privados, já em tramitação no Congresso Nacional.
Duas, dentre todas – a Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB) e a Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST) -, com representação na Paraíba, desde a tarde desta terça-feira (14) já estão mobilizando militâncias e convidando os diversos segmentos da sociedade a se envolverem no movimento, a partir das 09h00 de amanhã, com concentração programada para a Lagoa do Parque Sólon de Lucena.
Para o presidente da CGTB, Francisco de Assis Pereira, mais conhecido como Chico do Sintram, nem políticos, nem a sociedade e, em especial, as classes trabalhadoras, devem se posicionar, silentes, frente a essas discussões, questão que vem mobilizando o Brasil, de canto a canto, em resistência a essa iniciativa da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados.
Para o sindicalista, essa medida só interessa à parte da classe política – segundo ele, em torno de 70 por cento dos ocupantes da Câmara – que mantém relações de negócios com a iniciativa privada e com a própria economia estatal. Ele diz entender que essa relação favorece todo um processo de manipulação das grandes decisões que sucedem das negociações que se processam no âmbito do serviço público, nas três esferas de governo (federal, estadual e municipal), em que o fator política termina sendo preponderante no fechamento dos contratos de prestação de serviço, via de regra, através do que ele chama de famigeradas licitações.
Chico do Sintram argumenta que essa medida atinge, de morte, o instituto legal do Concurso Público, tornando vulnerável o vínculo dos trabalhadores com o empresariado e como o próprio poder público, o que, conforme antevê, fatalmente provocará a precarização dos serviços prestados à sociedade.
“As muitas minorias sociais do País serão os grandes prejudicados por todo tudo isso, em razão, principalmente, do processo de livre escolha da mão-de-obra aplicada do empresariado, com maior destaque para negros, mulheres e homossexuais”, critica o sindicalista, antevendo o retorno do regime de produção escravocrata na relação do capital com o trabalho.
Assessoria
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