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CDL defende continuidade do racionamento de água em Campina Grande

 Tudo o que a diretoria da Câmara de Dirigentes Lojistas –CDL de Campina Grande gostaria era de apresentar uma nota posicionando-se favorável ao fim do racionamento no abastecimento de água em Campina Grande e em mais 18 municípios abastecidos pelo Açude Epitácio Pessoa, em Boqueirão. Mas não! Não iremos adotar este posicionamento equivocado, pois, assim como a população campinense, nós, que representamos quase uma mil empresas do varejo e de serviços, sentimos toda a tensão ao longo desses últimos anos e nos preocupamos quanto a um colapso hídrico que até poucos meses atrás era eminente na nossa região.

 

O nosso posicionamento vai de encontro ao do Governo do Estado, que divulgou recentemente a data da suspensão do racionamento – 26 de agosto, mas é baseado em dados técnicos apresentados por especialistas em recursos hídricos que garantem: o fim do racionamento é precipitado!

 

• Não está chovendo na região;

• A vazão da água vinda do Rio São Francisco tem diminuído;

• A recarga do açude Boqueirão no mês de julho foi abaixo de 1%, de acordo com dados da AESA;

• Existem muitos barramentos e desvios de água no percurso das águas da transposição do Rio São Francisco e ao longo do Rio Paraíba;

• A evaporação, que deve ser maior nos próximos meses que é quando a estação será mais quente.


As razões apontadas acima deixam claro que este não é o momento ideal para encerrar o racionamento. Defendemos que é possível esperar mais um pouco até que o manancial ofereça segurança hídrica para os municípios que dependem da sua água. Atualmente o reservatório conta com apenas 33.204.929 m³ de água, o que corresponde a 8,1% de sua capacidade total.

 

Água é essencial para a vida e é fundamental para o desenvolvimento do nosso Estado. A classe empresarial, a qual representamos, tem sofrido muito com os impactos que a falta de água traz para os setores produtivos das cidades que enfrentam o racionamento. Mas prefere reconhecer a necessidade da sua continuidade, pois acredita que a tendência é que se acabar com o racionamento, o açude de Boqueirão voltará ao colapso e aí os prejuízos serão incalculáveis.

 

Pelas razões apresentadas, pedimos ao governador Ricardo Coutinho e ao secretário de Recursos Hídricos, João Azevedo, que ouçam os clamores vindos de órgãos respeitados que defendem os interesses da população e adie mais o fim do racionamento de água nas cidades abastecidas pelo Açude de Boqueirão. Esperamos, juntos, festejar o fim do racionamento, mas somente no momento certo.

 

 

CDL Campina Grande-A Diretoria

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